Agroindústrias artesanais conquistam Selo ARTE e fortalecem identidade de MS
Reconhecimento nacional permite venda em todo o país e destaca tradição, qualidade e saberes regionais
Certificação nacional reconhece produtos artesanais e fortalece a agricultura familiar em MS. - Foto: Famasul
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O Selo ARTE, concedido a agroindústrias de Mato Grosso do Sul, reconhece a qualidade da produção artesanal, permitindo a comercialização de produtos como o Salame Pantaneiro, Queijo Nicola e Manteiga de Garrafa em todo o Brasil. Este selo valoriza a identidade cultural e as tradições locais, resultando de um processo que envolve rigorosos requisitos sanitários e organização produtiva, apoiado pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS. Com a certificação, a visibilidade e a economia rural do Estado são fortalecidas, com novos produtos e empreendimentos em expansão planejados para 2026.
A conquista do Selo ARTE por agroindústrias de Mato Grosso do Sul marca um avanço significativo para a valorização da produção artesanal no Estado. O reconhecimento nacional foi obtido por empreendimentos acompanhados pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria do Senar/MS e autoriza a comercialização de produtos artesanais de origem animal em todo o território brasileiro.
Foram certificados o Salame Pantaneiro, produzido pela Nostra Charcuterie, em Campo Grande, e o Queijo Nicola e a Manteiga de Garrafa, da agroindústria Vaca Braba, de Anastácio. Os três produtos carregam características regionais e preservam técnicas tradicionais, aliadas às exigências de qualidade e segurança alimentar.
Reconhecimento vai além do seloMais do que uma certificação, o Selo ARTE representa o reconhecimento do trabalho artesanal e da identidade cultural presente em cada produto. Para a produtora Lúcia Maria Oliveira Monteiro, da Vaca Braba, o selo simboliza anos de dedicação e aprendizado.
A agroindústria passou a ser atendida pelo Senar/MS em 2022, com acompanhamento técnico contínuo. “É o reconhecimento de uma história construída com muito cuidado. Cada produto carrega o nosso jeito de fazer e o respeito pela tradição”, afirma.
Processo exige planejamento e orientaçãoA obtenção do Selo ARTE envolve adequações sanitárias, organização dos processos produtivos e formalização do negócio. No caso da Nostra Charcuterie, o acompanhamento técnico foi fundamental para estruturar a agroindústria de acordo com os critérios exigidos.
Segundo o proprietário Everson Fleck, o processo demandou ajustes e persistência. “Foram muitas etapas, reuniões e mudanças pontuais, sempre com o apoio do Senar. Hoje temos um produto que representa o nosso estado e pode chegar a novos mercados”, destaca.
Selo ARTE valoriza saberes locaisCriado para reconhecer produtos artesanais de origem animal, o Selo ARTE respeita tradições, saberes locais e o uso de matérias-primas regionais. Ao mesmo tempo, garante que os alimentos atendam às normas sanitárias, promovendo confiança ao consumidor.
Para a coordenadora da ATeG Agroindústria, Camila Lima, a certificação fortalece a economia rural e dá visibilidade à produção sul-mato-grossense. “Quando um produto recebe o Selo ARTE, ele leva consigo a história e a identidade do nosso Estado para todo o Brasil”, ressalta.
ATeG impulsiona formalização e crescimentoA ATeG Agroindústria atua com orientações técnicas e gerenciais voltadas à formalização, gestão do negócio e agregação de valor aos produtos. De acordo com a técnica especialista em certificação do Senar/MS, Emylia Gabriella, o acompanhamento contínuo torna o processo mais acessível aos produtores.
Ela recomenda que interessados busquem referências em propriedades já certificadas e procurem o sindicato rural ou um técnico de campo para iniciar o planejamento.
Expansão contínua da agroindústria artesanalA certificação dos três produtos foi concluída no fim de 2025. Com essas conquistas, o número de Selos ARTE obtidos com apoio do Senar/MS chega a cinco. Para 2026, outros 36 processos já estão protocolados, evidenciando a expansão da agroindústria artesanal e o fortalecimento da produção regional em Mato Grosso do Sul.