MS intensifica combate ao Aedes e amplia visitas domiciliares
Mato Grosso do Sul reforça ações contra o Aedes aegypti, amplia armadilhas e quer 100% dos municípios com visitas casa a casa em 2026
Período sazonal exige intensificação do planejamento; Estado atua de forma antecipada para evitar agravamento da dengue e da chikungunya - Foto: Kamilla Ratier/Arquivo SES
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Em 2026, o Governo de Mato Grosso do Sul intensificou as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika, por meio de articulação com prefeituras e implementação de medidas integradas de controle. As estratégias incluem bloqueio químico, ação de fumos residuais, implantação de ovitrampas e visitas domiciliares para eliminar criadouros. Com registros de dengue e chikungunya em crescimento, a SES destaca a importância da participação da população na fiscalização de seus lares.
O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou 2026 intensificando o enfrentamento ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus. Por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado reforçou a articulação com as prefeituras e estruturou um conjunto de ações integradas de controle vetorial, com foco no período de maior risco de transmissão das arboviroses.
A estratégia prevê padronização de medidas, apoio técnico contínuo aos municípios e atuação coordenada em todo o território sul-mato-grossense. O objetivo, segundo a SES, é antecipar respostas e evitar o agravamento do cenário epidemiológico, historicamente mais sensível nos primeiros meses do ano.
Bloqueio químico e ampliação da borrifação residualEntre as prioridades está o reforço do bloqueio químico, realizado com bombas costais motorizadas, além da ampliação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI). Em 2026, a metodologia passa a ser executada por todos os municípios do Estado.
A BRI consiste na aplicação de inseticida com efeito prolongado em pontos estratégicos, especialmente locais com grande circulação de pessoas, garantindo proteção por várias semanas. Segundo o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, o planejamento regionalizado, acompanhado de perto pelo Estado, é fundamental para a eficácia das ações.
Ovitrampas e estações disseminadoras ganham espaço“Estamos em contato direto com todos os municípios para alinhar as estratégias de controle vetorial em cada região. A proposta é atuar de forma integrada, respeitando as diretrizes nacionais e a realidade local”, afirma.
Outra frente considerada estratégica é a implantação das ovitrampas, armadilhas que permitem monitorar com maior precisão a presença do mosquito. Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, apenas nove ainda não concluíram essa etapa.
Além disso, a SES ampliou o uso das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), que utilizam o próprio mosquito como vetor do produto. Ao entrar em contato com o larvicida, o inseto transporta a substância para criadouros de difícil acesso, como calhas, telhados e áreas em obras.
Visitas domiciliares são prioridade absoluta“Esse método permite alcançar focos que muitas vezes não são visíveis, tornando o controle mais eficiente”, explica Mauro Lúcio.
Para 2026, a meta da SES é que 100% dos municípios realizem visitas domiciliares de rotina. A estratégia é considerada central na prevenção, pois permite a identificação e eliminação direta de criadouros dentro das residências.
Durante as visitas, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde orientam moradores, identificam focos de água parada e acionam outros setores quando necessário, como limpeza urbana e fiscalização sanitária.
Cenário exige atenção redobradaDe acordo com a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, os registros de dengue neste início de ano estão ligeiramente acima dos observados no mesmo período de 2025. A chikungunya, por sua vez, já apresenta transmissão em alguns municípios, o que exige vigilância permanente.
A SES reforça que nenhuma estratégia terá efeito duradouro sem a participação da população. A orientação é que cada morador reserve ao menos dez minutos por semana para vistoriar a própria casa e eliminar recipientes que possam acumular água.