O mercado de carne de frango no Brasil começa 2026 com preços estáveis, com destaque para a recuperação em certos cortes no Sudeste. O consumo interno pode impulsionar a demanda, especialmente por carnes mais acessíveis, como o frango. No entanto, o Nordeste enfrenta preços baixos devido à alta oferta. As exportações de frango mostram leve retração em 2025, mas a perspectiva para 2026 é de recuperação e estabilidade no mercado, com variações regionais nos preços.
O mercado brasileiro de carne de frango inicia 2026 com preços estáveis ou levemente elevados em algumas regiões, segundo dados da Safras & Mercado. De acordo com o analista Fernando Iglesias, houve recuperação pontual em determinados cortes na virada do ano, especialmente no Sudeste.
“O primeiro trimestre é período em que a demanda se direciona para carnes mais acessíveis, e o frango ganha destaque nesse cenário”, explica Iglesias. Apesar disso, o Nordeste apresenta preços fragilizados devido à ampla oferta de produto.
Enquanto o frango vivo registra viés de novas quedas nos preços, o frango abatido encontra cenário mais equilibrado, dependente do consumo interno. As variações refletem diferenças regionais na oferta e capacidade de absorção do mercado.
No Sudeste e Centro-Oeste, o quilo vivo manteve-se relativamente estável:
No Sul e Nordeste, os preços oscilaram com mais intensidade:
No atacado paulista, os cortes congelados apresentaram mudanças:
Na distribuição, os mesmos cortes tiveram:
Nos cortes resfriados, o movimento foi semelhante, refletindo pequenas variações semanais tanto no atacado quanto na distribuição, com destaque para valorização da asa e estabilidade do peito.
As exportações de carne de aves e miudezas comestíveis do Brasil renderam US$ 825,1 milhões em dezembro de 2025, embarcando 469,9 mil toneladas. O preço médio foi de US$ 1.756 por tonelada.
Comparado a dezembro de 2024, houve alta de 8% no valor médio diário e crescimento de 13,7% na quantidade exportada, apesar de uma queda de 5% no preço médio. No acumulado de 2025, as exportações totalizaram US$ 8,81 bilhões, uma retração de 2,9% em relação a 2024.
O primeiro trimestre de 2026 deve manter o ritmo de recuperação do consumo interno, impulsionado pela busca por proteínas mais acessíveis, com destaque para o frango abatido. Apesar da pressão de preços no Nordeste, a tendência geral do mercado aponta para estabilidade e leve valorização, enquanto o frango vivo pode enfrentar ajustes negativos no curto prazo.
Em Mato Grosso do Sul, a manutenção do preço do quilo vivo em R$ 5,20 indica um cenário de equilíbrio regional, refletindo oferta controlada e demanda consistente, o que deve favorecer produtores e distribuidores locais.