MS passa a oferecer teste do pezinho ampliado pelo SUS
Governo do Estado investe em triagem neonatal que identifica mais de 40 doenças em recém-nascidos
Ampliação do teste do pezinho reforça triagem neonatal em MS. - Foto: Ascom / Divulgação
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Desde 1º de janeiro de 2026, o SUS em Mato Grosso do Sul oferece gratuitamente o teste do pezinho ampliado, permitindo a detecção precoce de mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas em recém-nascidos. A coleta deve ser feita entre o 3º e 5º dia de vida e visa garantir tratamento oportuno e prevenção de complicações. Com cerca de 3 mil testes realizados mensalmente, a iniciativa proporciona mais segurança às famílias e fortalece a política de saúde infantil no estado.
Desde 1º de janeiro de 2026, o teste do pezinho ampliado passou a ser disponibilizado gratuitamente pelo SUS em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a detecção precoce de doenças em recém-nascidos e consolidando a política estadual de cuidado integral à saúde infantil.
A iniciativa integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e supera o modelo anterior, que permitia identificar apenas sete doenças. Com a ampliação, é possível rastrear mais de 40 condições congênitas, genéticas e metabólicas, permitindo diagnósticos precoces e início oportuno do tratamento.
Principais avanços do teste ampliado- Detecção de mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas;
- Ampliação do acesso gratuito pelo SUS;
- Fortalecimento do diagnóstico precoce e tratamento oportuno;
- Redução do risco de complicações e óbitos evitáveis na infância.
Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a ampliação do teste reforça o compromisso do Governo do Estado com a primeira infância.
Como é feito o exame e quais doenças são rastreadas“Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, destacou.
A coleta deve ser realizada preferencialmente entre o 3º e 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para identificar alterações. Entre as condições rastreadas estão atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos.
A gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, ressalta que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento.
Laboratório de referência e acompanhamento“Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou.
As análises das amostras são realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde. A instituição também oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas, fortalecendo a rede de cuidado estadual.
A coordenadora técnica do IPED, Josaine Palmieri, enfatiza:
Acesso ao exame e impacto nas famílias“Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado, passamos a realizar o teste do pezinho ampliado, aumentando a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo o Mato Grosso do Sul.”
Atualmente, cerca de 3 mil testes são realizados mensalmente no Estado, atendendo os 79 municípios. O exame pode ser feito em unidades básicas de saúde, hospitais ou, em Campo Grande, em unidades do IPED/APAE, sendo totalmente gratuito pelo SUS.
Para as famílias, a ampliação representa mais segurança e tranquilidade desde os primeiros dias de vida. A mãe da recém-nascida Mariana, Ana Cláudia Araújo, destacou:
“Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”.
A avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, também ressaltou o impacto:
“Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”.