Operação apreende canetas emagrecedoras enviadas pelos Correios em MS

Operação em Campo Grande identificou medicamentos sem registro e sem autorização sanitária enviados por encomendas postais

Por -Redação MSConecta

Medicamentos e canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa foram apreendidos durante fiscalização nos Correios de Campo Grande. - Foto: Divulgação.

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A Vigilância Sanitária Estadual apreendeu mais de 3 mil canetas emagrecedoras e medicamentos irregulares nos Correios de Campo Grande, alertando sobre o uso do serviço postal para a distribuição de produtos sem registro sanitário. A fiscalização identificou as encomendas suspeitas através de raio X, encontrando substâncias com riscos à saúde, como tirzepatida e semaglutida, que não têm comprovação de origem ou autorização de comercialização.

A Secretaria de Saúde ressalta os perigos de usar medicamentos como canetas emagrecedoras sem prescrição, que podem causar efeitos adversos graves. A Anvisa recomenda a compra de medicamentos apenas em farmácias regularizadas e destaca que o tratamento da obesidade deve ser supervisionado por profissionais de saúde.

Uma operação da Vigilância Sanitária Estadual resultou na apreensão de mais de 3 mil canetas emagrecedoras, além de ampolas e outros medicamentos irregulares, durante fiscalização realizada nos Correios de Campo Grande. A ação foi divulgada nesta quinta-feira e acende um alerta sobre o uso do serviço postal como rota para a entrada e distribuição de produtos sem registro sanitário em Mato Grosso do Sul.

A fiscalização foi conduzida pela Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde, após o setor de segurança dos Correios identificar encomendas suspeitas por meio de equipamentos de raio X. Ao todo, 570 pacotes foram analisados nos dias 7 e 8 de janeiro, todos previamente retidos por apresentarem indícios de irregularidade.

Durante a verificação, os agentes encontraram 3.168 ampolas de tirzepatida e 78 canetas de retratutida, além de outros medicamentos amplamente utilizados de forma irregular, como semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e suplementos alimentares. Nenhum dos produtos possuía comprovação de origem, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária ou autorização para comercialização.

Mudança na estratégia de envio

De acordo com a Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual, os responsáveis pelo envio dos produtos ilegais têm adotado novas estratégias para tentar burlar a fiscalização. Em vez de despachar as chamadas canetas emagrecedoras completas, os remetentes passaram a enviar ampolas com substâncias ativas, que seriam posteriormente utilizadas para abastecer os dispositivos reutilizáveis.

Esse tipo de envio, segundo o órgão, dificulta a identificação imediata do produto irregular, tornando essencial a atuação integrada entre os Correios e a Vigilância Sanitária. A irregularidade só é confirmada após a abertura das encomendas, procedimento que ocorre obrigatoriamente com a presença de agentes sanitários.

Riscos à saúde e alerta às pessoas

A Secretaria de Estado de Saúde reforça que o uso de medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, quando adquiridos sem prescrição médica ou fora de estabelecimentos autorizados, representa sérios riscos à saúde. Esses produtos, quando não registrados na Anvisa, não passam por avaliações de segurança, eficácia e qualidade.

Entre os possíveis efeitos adversos estão reações alérgicas, infecções, intoxicações, agravamento de doenças pré-existentes, dependência química e até risco de morte em casos mais graves. Além disso, o uso indiscriminado pode mascarar sintomas, atrasar diagnósticos corretos e comprometer tratamentos adequados.

Orientação e combate ao comércio ilegal

A Anvisa orienta que medicamentos e produtos para a saúde sejam adquiridos exclusivamente em farmácias e drogarias regularizadas. A automedicação e o uso de substâncias sem registro sanitário são práticas que colocam em risco a vida dos usuários.

No caso específico do tratamento da obesidade, a SES destaca que a abordagem deve ser individualizada e conduzida por profissional de saúde habilitado. O uso de medicamentos, quando indicado, precisa estar associado a acompanhamento nutricional, mudanças no estilo de vida e prática regular de atividade física, sempre com orientação adequada.