Imposto de Renda 2026: veja como ficam a tabela, as faixas e as alíquotas

Nova regra amplia a isenção para salários de até R$ 5 mil e cria descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350; mudanças entram em vigor em 1º de janeiro

- Redação MSConecta
06/01/2026 10h24 - Atualizado há 2 meses
Imposto de Renda 2026: veja como ficam a tabela, as faixas e as alíquotas
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A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor uma nova Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), isentando totalmente quem ganha até R$ 5.000 mensais e oferecendo alívio progressivo até R$ 7.350. Sancionada pelo presidente Lula, a medida visa aumentar o poder de compra da classe média e beneficiar trabalhadores de menor renda. Para rendas acima de R$ 7.350, a tabela atual permanece inalterada. As novas regras se aplicam a trabalhadores com carteira assinada e aposentados, mas não afetam pessoas jurídicas.

A partir de 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor a nova Tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), considerada a mais ampla mudança na tributação dos salários da última década. A principal novidade é a isenção total para quem recebe até R$ 5.000 por mês, além de um alívio progressivo para contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350.

O novo modelo foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como objetivo ampliar o poder de compra da classe média e reduzir a carga tributária sobre trabalhadores de menor renda. Para quem ganha acima desse limite, não haverá alterações nas regras atuais de tributação.

Como fica a nova tabela do Imposto de Renda 2026

Na prática, a Receita Federal passará a operar com duas sistemáticas distintas de cálculo:

  • uma voltada a contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350;
  • outra para quem recebe acima desse valor, mantendo a tabela tradicional do IRPF.

Para os trabalhadores dentro da nova faixa beneficiada, a redução do imposto ocorre de forma linear e decrescente, até ser totalmente eliminada para rendimentos a partir de R$ 7.350.

Quem fica isento de IR em 2026

Com a nova regra, estarão totalmente isentos do Imposto de Renda todos os trabalhadores que recebem até R$ 5.000 mensais. A medida amplia significativamente o teto atual de isenção.

Hoje, o limite formal de isenção é de R$ 2.428,80, mas, desde maio, a Receita aplica automaticamente um desconto simplificado de R$ 607,20, o que, na prática, zera o imposto para rendimentos de até R$ 3.036 — valor equivalente a dois salários mínimos. A mudança para 2026 consolida e expande esse benefício.

Desconto progressivo até R$ 7.350

Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto não é zerado, mas sofre uma redução gradual, que diminui conforme a renda aumenta.

Veja como funciona:

Tabela do Imposto de Renda 2026 para rendas de até R$ 7.350

Rendimento tributável mensal Redução de imposto
Até R$ 5.000 Redução de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
De R$ 5.000,01 até R$ 7.350 Redução calculada por: R$ 978,62 – (0,133145 × rendimentos tributáveis), com desconto decrescente até zerar a partir de R$ 7.350

A partir desse patamar, o contribuinte passa a ser tributado conforme a tabela tradicional do IR, sem qualquer abatimento adicional.

Não há mudança para salários mais altos

Para rendas acima de R$ 7.350 mensais, o governo optou por não reajustar a tabela geral do Imposto de Renda. Assim, as alíquotas e faixas permanecem inalteradas, mantendo a estrutura atual de tributação.

Impacto para CLT, aposentados e PJs

As novas regras valem para trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas que se enquadrem nos limites estabelecidos. No caso de pessoas jurídicas (PJ), não há alteração direta, já que a tributação segue regras próprias.

Especialistas destacam que o modelo beneficia principalmente trabalhadores assalariados formais e aposentados do INSS, reduzindo a defasagem histórica da tabela do IR frente à inflação.


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