As novas regras do Imposto de Renda, que entraram em vigor em 1º de janeiro, ampliam a isenção para rendimentos até R$ 5 mil, retirando a cobrança mensal para 15 milhões de brasileiros. A mudança, sancionada pelo presidente Lula, promete alívio no orçamento dos trabalhadores, especialmente em Mato Grosso do Sul, com impacto positivo no consumo local. Embora os salários deste ano sejam isentos, as declarações de 2026 seguirão as regras antigas, enquanto a de 2027 refletirá as novas normas. Para compensar a perda de arrecadação, a tributação aumentará para contribuintes de alta renda, afetando cerca de 141 mil pessoas. A medida visa um sistema tributário mais justo, beneficiando quem ganha menos e aumentando a contribuição de quem tem rendimentos elevados.
Entraram em vigor nesta quinta-feira (1º) as novas regras do Imposto de Renda, que ampliam a faixa de isenção e retiram a cobrança mensal para quem recebe até R$ 5 mil. A medida, aprovada pelo Congresso e sancionada em novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representa um alívio direto no orçamento de milhões de trabalhadores, inclusive em Mato Grosso do Sul, onde a maior parte dos assalariados se concentra justamente nessa faixa de renda.
Até o ano passado, o teto de isenção era de R$ 3.036. Com a mudança, cerca de 15 milhões de brasileiros deixam de pagar o imposto mensalmente, enquanto outros contribuintes passam a ter redução progressiva da carga tributária.
Impacto direto no bolso do trabalhador
Além da ampliação da isenção, quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 também será beneficiado, com um desconto menor no Imposto de Renda, aplicado de forma decrescente conforme o salário aumenta. A partir desse patamar, não há mudanças na tributação.
O efeito é imediato: o desconto deixa de ser feito na folha de pagamento já a partir de janeiro, aumentando o valor líquido recebido mensalmente. A estimativa do governo é que a economia anual para esses trabalhadores possa chegar a até R$ 4 mil, dependendo da faixa salarial.
Em Mato Grosso do Sul, onde setores como comércio, serviços, indústria e administração pública concentram grande número de trabalhadores formais com renda próxima ao teto da isenção, a medida tende a gerar efeito positivo no consumo local, especialmente no início do ano.
Atenção às declarações
Apesar da mudança já valer para os salários pagos a partir de agora, é importante diferenciar os períodos de declaração:
A Receita Federal deve abrir o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda ainda no mês de março, como ocorre tradicionalmente.
Quem vai pagar mais
Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da isenção, a nova regra prevê aumento da tributação para contribuintes de alta renda. Segundo o governo federal, cerca de 141 mil brasileiros passarão a pagar mais Imposto de Renda, principalmente aqueles com rendimentos mensais a partir de R$ 50 mil.
A proposta, de acordo com o Ministério da Fazenda, busca tornar o sistema tributário mais progressivo, reduzindo a carga para quem ganha menos e ampliando a contribuição de quem concentra renda.
Efeito regional
Economistas apontam que, em estados como Mato Grosso do Sul, onde o mercado de trabalho formal tem forte peso na economia, a ampliação da isenção pode contribuir para aumento da circulação de dinheiro, fortalecimento do comércio e estímulo a serviços locais, especialmente em cidades do interior.
Com isso, o início de 2026 marca não apenas uma mudança na tabela do Imposto de Renda, mas também um novo cenário para trabalhadores que, pela primeira vez, começam o ano sem o “leão” mordendo o salário.