O desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, a menor taxa desde 2012, com 5,6 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de 14,9% em relação ao ano anterior. A população ocupada alcançou 103 milhões, com destaque para avanços em educação e saúde, e a informalidade se manteve alta em 37,7%. Em Mato Grosso do Sul, a taxa de desemprego foi de 4,5%, com aumento de trabalhadores com carteira assinada, refletindo um mercado de trabalho positivo e crescimento de rendimentos na região.
O desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE. Trata-se da menor taxa desde o início da série histórica, em 2012.
Com isso, cerca de 5,6 milhões de pessoas estão sem emprego, uma redução de 14,9% em relação ao mesmo período de 2024, o equivalente a 988 mil pessoas a menos. A população ocupada atingiu 103 milhões, um novo recorde, com crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,1% na comparação anual.
O resultado reflete avanços nos setores público e privado, com destaque para educação e saúde, que registraram aumento de contratações sazonais no fim do ano. A informalidade, que inclui trabalhadores sem carteira assinada, permaneceu elevada em 37,7%, enquanto o número de empregados com carteira assinada atingiu 39,4 milhões, também o maior da série histórica.
O rendimento real habitual subiu 1,8% em relação ao trimestre anterior, chegando a R$ 3.574, e a massa de rendimentos somou R$ 363,7 bilhões, registrando novo recorde.
Veja os destaques da pesquisa
Comparativo com Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, o mercado de trabalho segue tendência positiva, com taxa de desemprego abaixo da média nacional. Segundo dados locais e estimativas do IBGE, a taxa estadual no período foi de cerca de 4,5%, refletindo a estabilidade de setores como agropecuária, comércio e serviços, além do crescimento em indústrias de transformação e logística.
Mato Grosso do Sul se destaca pelo crescimento de trabalhadores com carteira assinada, fortalecendo o mercado formal e elevando o nível de ocupação. A queda do desemprego acompanha o desempenho positivo observado no país, com maior estabilidade regional, reforçando o potencial econômico do Centro-Oeste.
Além disso, a população ocupada em Mato Grosso do Sul tem registrado crescimento gradual de rendimentos, especialmente em municípios como Campo Grande e Dourados, onde há maior concentração de atividades econômicas formais.