Pesquisa com inteligência artificial mapeará onças-pintadas no Pantanal sul-mato-grossense

Estudo será realizado na Serra do Amolar, em Corumbá, a partir de 2026, com uso de câmeras automáticas e foco em conservação e convivência

Por
Pesquisa com inteligência artificial mapeará onças-pintadas no Pantanal sul-mato-grossense
Símbolo do Pantanal Mato-grossense, a onça-pintada. - Foto: Turismo no Pantanal
Resumo IA | MSConecta Tudo que você precisa saber — de forma rápida.
Ver agora

Um novo projeto de monitoramento ambiental na Serra do Amolar, em Corumbá, utilizará câmeras automáticas e inteligência artificial para estimar a população de onças-pintadas, conduzido pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) por 12 meses a partir de 2026. A pesquisa, aprovada pelo Fundo Luz Alliance e alinhada à Década da Restauração dos Ecossistemas da ONU, visa gerar dados sobre a espécie e apoiar a conservação da biodiversidade. Com 40 armadilhas fotográficas, espera-se coletar mais de 120 mil imagens, permitindo identificar e estimar a densidade populacional das onças. O projeto também incluirá um componente social, levantando percepções das comunidades locais sobre a coexistência com a fauna.

Um projeto inédito de monitoramento ambiental utilizará câmeras automáticas e inteligência artificial para estimar o número de onças-pintadas na Serra do Amolar, em Corumbá, uma das áreas mais preservadas do Pantanal sul-mato-grossense. A iniciativa será conduzida pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e terá duração prevista de 12 meses, com início em 2026.

A pesquisa foi aprovada pelo Fundo Luz Alliance, gerido pela BrazilFoundation, e integra ações alinhadas à Década da Restauração dos Ecossistemas, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é gerar dados científicos sobre a presença, distribuição e uso do território pela espécie, subsidiando estratégias de conservação da biodiversidade e de convivência com as populações que vivem na região.

Para a execução do projeto, o IHP adquirirá 40 armadilhas fotográficas por meio de parceria com a empresa LogNature. Os equipamentos serão distribuídos em um grande grid de monitoramento ao longo da Serra do Amolar, permitindo o registro sistemático da fauna local.

A expectativa é que o monitoramento produza mais de 120 mil imagens ao longo do período de pesquisa. Todo o material coletado será catalogado e analisado com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, o que permitirá a identificação individual das onças-pintadas e a estimativa de abundância e densidade populacional na área estudada.

As atividades de campo incluirão deslocamentos superiores a 400 quilômetros pelo rio Paraguai, garantindo o acompanhamento contínuo da presença e do comportamento da espécie em diferentes pontos do território.

Segundo o coordenador técnico do Núcleo de Biodiversidade e Mudanças Climáticas do IHP, Wener Hugo Moreno, os dados obtidos permitirão ampliar o conhecimento científico sobre a onça-pintada e orientar ações práticas de conservação. As informações também deverão apoiar iniciativas voltadas à redução de conflitos entre a fauna silvestre e as comunidades locais, especialmente em situações relacionadas à predação de animais domésticos.

Além da coleta de dados ambientais, o projeto incluirá uma etapa social, que irá levantar percepções das comunidades da região sobre a presença das onças-pintadas e apoiar estratégias de convivência segura entre moradores e a fauna do Pantanal.


Notícias Relacionadas »