Observatório alerta para risco de atropelamentos de animais nas rodovias do Pantanal

Com o aumento do tráfego nas estradas de Mato Grosso do Sul, devido às férias, cresce o risco de colisões com animais silvestres, especialmente em áreas próximas ao Pantanal.

Por -Gabriela Porto
Observatório alerta para risco de atropelamentos de animais nas rodovias do Pantanal
Onça-pintada atropelada em rodovia do Pantanal — Foto: Divulgação/IHP
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Durante as férias, o tráfego nas rodovias de Mato Grosso do Sul aumenta, elevando o risco de atropelamentos de animais silvestres, especialmente em estradas que passam por áreas naturais. As principais rodovias afetadas incluem a BR-267, BR-262, MS-178, MS-382 e MS-345, onde o cuidado dos motoristas é vital, principalmente entre 18h e 6h. O Observatório Rodovias Seguras para Todos, formado por diversas ONGs, promove a redução desse problema e busca a integração de políticas públicas que priorizem a segurança viária e a preservação da fauna. Motoristas devem estar atentos à segurança e à sinalização para minimizar acidentes.

O período de férias e o recesso de fim de ano trazem um aumento significativo no tráfego de veículos nas rodovias de Mato Grosso do Sul, o que eleva o risco de atropelamentos de animais silvestres. O Observatório Rodovias Seguras para Todos chama a atenção para esse problema, que afeta não apenas a segurança viária, mas também a fauna local, especialmente nas estradas que cortam áreas naturais do estado.

Rodovias de maior risco
As rodovias de Mato Grosso do Sul que passam por corredores ecológicos e áreas de grande concentração de fauna exigem atenção especial dos motoristas. Entre as estradas que concentram mais registros de atropelamentos, destacam-se:

  • BR-267 e MS-040, especialmente conhecida como "estrada das antas", devido ao número elevado de colisões com esses animais.
  • BR-262, rota de acesso ao Pantanal, onde ocorrem acidentes frequentes envolvendo animais silvestres.
  • MS-178, MS-382 e MS-345, principais acessos a Bonito, região com grande presença de fauna.
  • BR-163, rodovia com intenso fluxo de veículos durante todo o ano, incluindo o aumento significativo no período de férias.

Horários críticos e cuidados essenciais

O observatório alerta que os horários mais críticos para esses atropelamentos ocorrem entre 18h e 6h, quando muitos animais estão mais ativos e cruzam as rodovias com maior frequência. Reduzir a velocidade e manter a atenção redobrada são as principais recomendações para os motoristas, que também devem respeitar a sinalização e ter cuidado extra em áreas com placas de advertência.

Em casos de colisão com danos materiais, o observatório orienta que os motoristas podem recorrer à Justiça para solicitar indenizações, especialmente quando se tratar de danos causados pela fauna.

A atuação do Observatório Rodovias Seguras para Todos

O Observatório Rodovias Seguras para Todos é uma iniciativa colaborativa que reúne seis organizações não governamentais (ONGs) que atuam na conservação da biodiversidade em Mato Grosso do Sul. Essas organizações têm se unido para monitorar atropelamentos, articular ações entre diferentes setores e promover medidas de prevenção de colisões entre veículos e animais silvestres no estado.

As entidades que compõem o grupo são:

Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS)

  • Instituto Homem Pantaneiro (IHP)
  • Instituto Libio
  • Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB/IPE)
  • Onçafari
  • SOS Pantanal

Essas organizações têm se empenhado na redução de atropelamentos, na promoção de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente e na conscientização de motoristas sobre a importância da segurança viária e da preservação da fauna local.

A importância das políticas públicas

Além das ações de conscientização, o grupo busca que o tema da segurança viária e da proteção da fauna seja incorporado nas políticas públicas de meio ambiente, transporte e infraestrutura no estado. A conservação dos corredores ecológicos e a prevenção de atropelamentos devem ser prioritárias em qualquer plano de desenvolvimento rodoviário e de conservação da biodiversidade.


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