O PIB de Mato Grosso do Sul cresceu 13,4% entre 2022 e 2023, alcançando R$ 184 bilhões, com impacto positivo em diversas regiões e municípios de diferentes portes, impulsionado principalmente pela agropecuária e pelo investimento em infraestrutura.
A participação das dez maiores economias do estado no PIB total diminuiu, indicando uma desconcentração da riqueza, enquanto cidades como Dourados e Ribas do Rio Pardo ganharam relevância econômica.
O PIB per capita de R$ 66,8 mil coloca o estado como o sexto mais alto do Brasil, e a combinação do fortalecimento industrial e agropecuário indica um crescimento futuro mais distribuído.
O crescimento da economia de Mato Grosso do Sul entre 2022 e 2023 não ficou restrito aos grandes centros urbanos. Dados do IBGE, analisados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), revelam que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou em todas as regiões do Estado, impulsionado principalmente pela expansão da agropecuária, da agroindústria e pelos investimentos em infraestrutura.
Em 2023, o PIB estadual alcançou R$ 184 bilhões, um salto de 13,4% em relação ao ano anterior — desempenho quatro vezes superior à média nacional e o segundo maior crescimento do país no período. Mais do que o volume gerado, o estudo destaca a distribuição territorial desse avanço, com impacto positivo tanto em municípios de grande porte quanto em cidades médias e pequenas.
Interior ganha protagonismo econômico
O levantamento aponta um movimento consistente de desconcentração da riqueza. Em pouco mais de uma década, a participação das dez maiores economias do Estado no PIB total diminuiu, indicando que o crescimento passou a alcançar um número maior de municípios.
Regiões tradicionalmente ligadas à produção agropecuária, como Dourados, Ponta Porã e Maracaju, ampliaram sua relevância econômica, acompanhadas por localidades que receberam novos investimentos industriais. Esse cenário reflete a combinação entre produção no campo, agregação de valor por meio da industrialização e políticas de incentivo à atração de empresas.
Reconfiguração entre os maiores municípios
Entre os principais centros econômicos, houve mudanças importantes na participação relativa de cada município. Dourados foi o que mais ampliou sua fatia no PIB estadual em 2023, enquanto Campo Grande registrou leve retração proporcional, ainda que permaneça como a maior economia do Estado.
Também ganharam espaço municípios como Ribas do Rio Pardo, Naviraí, Ponta Porã e Inocência, impulsionados por novos empreendimentos industriais e pela consolidação de cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e ao setor florestal.
PIB per capita coloca MS entre os destaques do país
Outro indicador que reforça o bom momento econômico é o PIB per capita. Em 2023, Mato Grosso do Sul atingiu R$ 66,8 mil por habitante, o sexto maior do Brasil, bem acima da média nacional.
No ranking estadual, Selvíria lidera com ampla margem, seguida por Paraíso das Águas, Jateí, Laguna Carapã e Ribas do Rio Pardo. O desempenho desses municípios está diretamente ligado a fatores como a presença de grandes empreendimentos energéticos, alta produtividade agropecuária e baixa densidade populacional.
Indústria e agro sustentam ciclo de expansão
Segundo a análise da Semadesc, a expansão da agropecuária, o fortalecimento das cadeias florestais e a chegada de grandes indústrias foram determinantes para o avanço econômico regionalizado. O estudo destaca que parte desses impactos tende a se intensificar nos próximos anos, especialmente em municípios que receberam investimentos industriais recentes e ainda não refletidos integralmente nos dados de 2023.
O cenário aponta para um ciclo de crescimento mais distribuído, com geração de empregos, ampliação das oportunidades de negócios e redução gradual das desigualdades regionais, consolidando Mato Grosso do Sul como um dos estados mais dinâmicos do país.