A pesquisa do Procon MS revela variações de preços superiores a 300% em materiais escolares em Campo Grande, destacando a importância de comparar preços antes da compra. O levantamento, realizado em dezembro, mostrou que itens como canetas e lápis apresentaram as maiores oscilações. Embora muitos produtos tenham preços altos, alguns, como cadernos, tiveram queda nos valores. As escolas devem limitar as listas escolares a materiais individuais e pedagógicos, enquanto itens coletivos não podem ser cobrados. Consumidores são orientados a pesquisar preços, avaliar qualidade e guardar notas fiscais para assegurar seus direitos.
Pais e responsáveis que iniciam o planejamento para a compra de materiais escolares em Campo Grande encontram um cenário de grande variação de preços. Pesquisa realizada pelo Procon Mato Grosso do Sul identificou diferenças que ultrapassam 300% em itens básicos das listas escolares, reforçando a importância da comparação entre estabelecimentos antes da compra.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 9 de dezembro, em oito empresas do setor. Os valores apurados podem sofrer alterações conforme a disponibilidade de estoque e a realização de promoções ao longo do período de vendas.
Itens com maiores diferenças de preço
Entre os produtos que apresentaram as maiores oscilações estão materiais de uso comum no dia a dia escolar. A caneta Bic Cristal Fashion, com quatro cores, registrou a maior variação percentual, seguida por itens de escrita e apontamento amplamente utilizados por estudantes de diferentes faixas etárias.
Também chamaram atenção o apontador Faber-Castell com depósito e o lápis Bic HB Evolution nº 2, que tiveram diferenças expressivas entre os preços mínimo e máximo encontrados nos estabelecimentos pesquisados.
Alguns preços em queda
Apesar das altas variações, a pesquisa também identificou itens que apresentaram redução ou estabilidade nos valores médios em comparação com o levantamento realizado no ano anterior. O caderno universitário de 10 matérias e 200 folhas teve queda no preço médio, enquanto produtos como a cola Tenaz de 110 gramas mantiveram valores semelhantes aos praticados em 2024.
Os dados indicam que o comportamento dos preços não é uniforme e pode variar conforme o produto, a marca e o local de compra.
O que pode e o que não pode constar na lista escolar
O Procon/MS reforça que as escolas devem exigir apenas materiais de uso individual e diretamente relacionados às atividades pedagógicas dos alunos. As listas precisam indicar quantidades adequadas e não podem impor marcas, modelos ou fornecedores específicos.
A legislação federal também proíbe a inclusão de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza e itens administrativos, já que esses custos devem estar incorporados ao valor da mensalidade escolar.
Orientações ao consumidor
Para reduzir gastos e evitar problemas, o órgão orienta que os consumidores pesquisem preços em diferentes estabelecimentos, avaliem a qualidade dos produtos e guardem a nota fiscal, documento essencial para comprovar a relação de consumo e garantir direitos como troca e garantia.
Em caso de dúvidas, reclamações ou denúncias, os consumidores podem buscar atendimento junto ao Procon Mato Grosso do Sul pelo site oficial ou pelo telefone 151.