Apicultores formalizam produção de mel em MS com apoio técnico do Senar

Assistência Técnica e Gerencial orientou adequações estruturais, rotulagem e precificação da agroindústria familiar

Por Pâmela Machado-Gabriela Portoc

Foto: Divulgação

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Flori da Silva e Rosicler Rodrigues transformaram sua apicultura, que era um hobby no Rio Grande do Sul, em um negócio formal no Mato Grosso do Sul, originando o Mel do Tchê. Com a ajuda da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, o casal estruturou sua agroindústria, superando desafios e obtendo certificação. O Senar orientou em todas as etapas do processo e também colaborou na criação da identidade visual dos produtos. Para o casal, a apicultura é gratificante e cheia de significado, desde o manejo das colmeias até o envase do mel.

 

Quando deixaram o Rio Grande do Sul rumo a Mato Grosso do Sul, Flori da Silva e Rosicler Rodrigues não imaginavam que, nas terras pantaneiras, encontrariam a oportunidade de transformar a apicultura, antes um hobby familiar, em um negócio formalizado. No estado de origem, o casal mantinha poucas caixas e produzia mel apenas para consumo próprio. Em solo sul-mato-grossense, a atividade ganhou escala, identidade e propósito, dando origem ao Mel do Tchê.

A história integrou a série Transformando Vidas e revelou como a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Senar/MS, foi decisiva para estruturar a agroindústria.

A primeira colmeia no novo estado surgiu de forma inesperada, após o convite de uma amiga para capturar um enxame em uma propriedade rural. Uma caixa foi deixada no local e, ao retornarem, o casal encontrou não apenas um, mas quatro enxames instalados. O episódio marcou o início de uma trajetória que, naquele momento, ainda era conduzida de forma simples e caseira.

Rosicler lembra que a produção inicial era feita com poucos recursos, mas muito envolvimento.

“A gente fazia tudo em casa, era pouca coisa. Tirava o mel no favo e vendia para conhecidos. As caixas eram fabricadas por ele mesmo”, conta.

Com o crescimento da produção, veio também a necessidade de formalização. Em busca de orientação, o casal procurou informações até ser direcionado ao Senar/MS. A partir daí, iniciou o acompanhamento pela ATeG Agroindústria, que já dura cerca de três anos.

“A gente não tinha conhecimento técnico. Eles passaram a orientar o que podia e o que não podia ser feito, sempre explicando cada etapa”, relata Rosicler.

O processo de adequação e certificação exigiu persistência. Em maio, uma viagem ao Rio Grande do Sul marcou um momento decisivo. Caso o selo não fosse aprovado, a possibilidade de encerrar o projeto chegou a ser considerada. Ao retornarem para Campo Grande, a confirmação da certificação trouxe alívio e renovou os planos.

“O Senar esteve presente o tempo todo, acompanhando cada passo, fazendo estudos de viabilidade e ajudando em todo o processo até a liberação do selo”, afirma.

Além da regularização da agroindústria, o trabalho técnico também contribuiu para a construção da identidade visual dos produtos. O rótulo foi reformulado, incorporando elementos da fauna pantaneira.

“Colocamos a onça e a arara. O nome é do Sul, mas o mel é do Pantanal, é daqui do Mato Grosso do Sul”, explica Rosicler.

A rotina da apicultura exige atenção desde o manejo no apiário até o envase do mel. Para o casal, cada etapa carrega significado.

“É gratificante ver os favos cheios, acompanhar a produção”, diz Flori. Já no envase, Rosicler resume o sentimento: “Quando senta para envasar, é um amor. Dá vontade de não parar mais”.

FONTE: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul