Greve de motoristas fecha terminais e afeta mais de 100 mil usuários na capital

Paralisação começou na madrugada e suspendeu totalmente o transporte coletivo

Por -Gabriela Porto

Foto: Dyego Queiroz

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A greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande, iniciada na madrugada de segunda-feira (15), paralisou a circulação de ônibus e fechou todos os terminais, afetando mais de 100 mil usuários. A paralisação foi motivada por atrasos nos pagamentos de salários e benefícios, conforme informado pelo Sindicato dos Trabalhadores. O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte, enfrenta dificuldades financeiras, enquanto a Prefeitura mantém diálogo e afirma que os repasses financeiros estão em dia. Até o momento, não há previsão para o fim da greve ou acordo entre as partes.

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande começou na madrugada desta segunda-feira (15) e interrompeu a circulação de ônibus na capital. Com a paralisação, todos os terminais permaneceram fechados desde as primeiras horas do dia, afetando mais de 100 mil usuários que dependem do serviço diariamente.

Além dos cinco terminais, os pontos de integração entre as linhas também foram fechados. Em diversos bairros, passageiros relataram dificuldade para se deslocar ao trabalho, escolas e serviços essenciais, enquanto pontos de ônibus ficaram lotados logo nas primeiras horas da manhã.

O indicativo de greve havia sido aprovado em assembleia realizada na última quinta-feira (11). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), a paralisação ocorre em razão do atraso no pagamento de salários, benefícios e do 13º salário.

Os motoristas estão concentrados na garagem do Consórcio Guaicurus e impediram a saída dos veículos. Até o momento, não há previsão para o fim da greve nem para a normalização do atendimento.

Em nota, o Consórcio Guaicurus informou que enfrenta dificuldades financeiras e que a situação impacta o cumprimento de obrigações trabalhistas. A empresa afirmou ainda que está adotando medidas para buscar soluções e garantir a continuidade do serviço essencial.

A Prefeitura de Campo Grande declarou que mantém diálogo institucional e informou que os repasses seguem os trâmites administrativos previstos em contrato. O município destacou que não havia sido comunicado previamente sobre a paralisação e acompanha a situação.

Até a última atualização, não havia confirmação de acordo entre as partes.