Primeiro foco de ferrugem asiática em área comercial é confirmado em MS

Ocorrência foi identificada em Sete Quedas e confirmada pela Fundação MS

Por Por Redação-

(Créditos: Reprodução)

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O primeiro caso de ferrugem asiática na safra foi confirmado em uma lavoura de soja em Sete Quedas, Mato Grosso do Sul, durante o estágio R5. O fungo Phakopsora pachyrhizi causa lesões nas folhas e pode reduzir a produção em até 90% sem controle adequado. O aumento do fungo é favorecido por condições climáticas quentes e úmidas. O manejo eficaz envolve ações contínuas, como rotação de culturas e uso de cultivares resistentes. No Brasil, foram registrados oito focos em 2023, com o Paraná liderando o maior número de ocorrências.

O primeiro foco de ferrugem asiática desta safra foi confirmado em uma área comercial de Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados pelo monitoramento do Consórcio Antiferrugem, coordenado pela Embrapa em parceria com outras instituições. A ocorrência foi registrada na última semana em uma lavoura localizada no município de Sete Quedas, na região Sudoeste. A área está no estádio fenológico R5, fase que marca o início do enchimento dos grãos, e teve plantio realizado na segunda quinzena de setembro. A Fundação MS foi responsável pela confirmação da doença.

De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as condições recentes têm favorecido o avanço do fungo. “Condições climáticas como calor excessivo e alta umidade favorecem o aumento da população infestante e intensificam a disseminação de esporos fúngicos, que ocorre principalmente pelo vento, contribuindo para o surgimento de novos focos”.

Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem asiática se instala nas folhas da soja formando pequenas lesões de tonalidade marrom-avermelhada na parte inferior. À medida que a infecção progride, esses pontos evoluem para manchas mais escuras distribuídas por toda a superfície foliar, reduzindo a área fotossinteticamente ativa e provocando necrose e desfolha antecipada. Nos casos mais severos, a doença pode comprometer até 90% da produção caso não haja controle adequado.

O manejo da ferrugem exige ações contínuas ao longo da safra, incluindo o cumprimento do vazio sanitário, a rotação de culturas, o plantio dentro da janela indicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o uso de cultivares resistentes, o monitoramento frequente das áreas e a aplicação criteriosa de fungicidas quando necessário.

No panorama nacional, oito focos foram confirmados neste ano, sendo seis no Paraná, um em São Paulo e o registrado agora em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado somou 12 ocorrências e ficou em terceiro lugar no ranking de notificações, atrás do Paraná, com 66 registros, e do Rio Grande do Sul, com 25. No total, o Brasil contabilizou 124 ocorrências na temporada passada.