Desigualdade salarial entre homens e mulheres cresce em MS, aponta IBGE

Estado registrou aumento na disparidade salarial, enquanto o Brasil apresentou queda

Por Por Redação-
Desigualdade salarial entre homens e mulheres cresce em MS, aponta IBGE
(Créditos: Reprodução)
Resumo IA | MSConecta Tudo que você precisa saber — de forma rápida.
Ver agora

A diferença salarial entre homens e mulheres em Mato Grosso do Sul aumentou de 4,3% para 6,2% entre 2022 e 2023, com homens recebendo em média R$ 3.693,73 e mulheres R$ 3.476,26. Apesar do aumento local, a desigualdade salarial nacional diminuiu de 17% para 15,8%. O salário médio no Estado foi de R$ 3.589,58, colocando-o como o 4º maior do Brasil. A pesquisa ainda mostrou que 76,1% dos trabalhadores não possuem ensino superior, com uma grande disparidade salarial entre os que possuem e os que não possuem diploma. O número de empresas e trabalhadores ativos cresceu, refletindo um aumento na economia local.

A diferença salarial entre homens e mulheres voltou a crescer em Mato Grosso do Sul. Dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, entre 2022 e 2023, o Estado registrou um aumento de quase 2 pontos percentuais na disparidade de remuneração. O levantamento tem 2023 como ano de referência.

Segundo o IBGE, a diferença entre os salários passou de 4,3% para 6,2% a mais para os homens no período analisado. O movimento contrasta com o cenário nacional: no Brasil, a desigualdade caiu de 17% em 2022 para 15,8% em 2023.

Em Mato Grosso do Sul, a remuneração média dos homens foi de R$ 3.693,73, enquanto as mulheres receberam R$ 3.476,26. Na prática, elas ganharam, em média, o equivalente a 94,1% do salário mensal recebido por eles.

A pesquisa também mostra em quais setores cada grupo está mais concentrado. Os homens atuavam majoritariamente na construção (88,8%), nas indústrias extrativas (84,9%) e em eletricidade e gás (83,4%). Já as mulheres eram maioria em saúde humana e serviços sociais (22,4%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (70,7%) e educação (67,9%).

MS registra um dos maiores salários médios do País

O levantamento aponta ainda que, em 2023, Mato Grosso do Sul teve o 4º maior salário médio do País, equivalente a 2,8 salários mínimos. Os maiores valores foram observados no Distrito Federal (4,5 salários mínimos), São Paulo (3,3) e Rio de Janeiro (3,2). Alagoas (2,0) e Ceará (2,1) registraram os menores salários médios.

No Estado, o salário médio pago em 2023 cresceu 9% — sem considerar inflação — e passou de R$ 3.292,14, em 2022, para R$ 3.589,58, representando 2,7 salários mínimos. Esse aumento refletiu diretamente no valor total de salários e outras remunerações, que atingiu R$ 29,1 bilhões, alta de 16,56% em relação ao ano anterior.

Escolaridade e remuneração

Os dados mostram estabilidade na distribuição por escolaridade: 76,1% dos trabalhadores assalariados não tinham nível superior, enquanto 23,9% tinham formação universitária — índices praticamente iguais aos de 2022 (76,3% e 23,7%).

A diferença salarial entre os dois grupos também foi expressiva. Trabalhadores sem ensino superior receberam, em média, R$ 2.443,31. Já aqueles com diploma superior tiveram média salarial de R$ 7.079,03, o que significa que quem não cursou faculdade recebeu apenas 34,5% do valor pago a profissionais com nível superior.

Educação (69,4%) e Administração pública, defesa e seguridade social (49,6%) foram as áreas com maior participação de profissionais com ensino superior. Entre os trabalhadores sem formação universitária, 24,46% estavam no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 13,92% na administração pública, defesa e seguridade social, e 13,29% na indústria da transformação.

Crescimento no número de empresas e trabalhadores

O Cempre também contabilizou 128,3 mil empresas e organizações formais ativas em Mato Grosso do Sul em 2023, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior, quando o número era de 119.735.

O total de sócios e proprietários chegou a 168.042. Considerando assalariados, sócios e proprietários, o número de pessoas ocupadas alcançou 783.880, aumento de 6,4% em comparação com 2022.


Notícias Relacionadas »