Brasil deve atingir recorde histórico na exportação de gado vivo em 2025

País já exportou 788 mil bovinos neste ano e pode encerrar 2025 com 1,5 milhão de cabeças embarcadas

Por Por Redação-

(Créditos: Reprodução)

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As exportações brasileiras de gado em pé estão em alta, com um recorde possível de 1,5 milhão de animais enviados ao exterior até 2025. Em setembro, o Brasil embarcou 137,17 mil bovinos, gerando receita de US$ 147,93 milhões. Os principais destinos são países do Oriente Médio e Norte da África, com destaque para Turquia, Iraque, Marrocos e Egito, que representam quase 80% das exportações. O Pará liderou as exportações, enquanto o boi brasileiro se destaca pela competitividade de preços. Apesar do crescimento, as exportações ainda são uma pequena fração da pecuária nacional.

As exportações brasileiras de gado em pé seguem em forte ritmo e podem atingir o maior volume da história em 2025. Apenas em setembro, foram embarcadas 137,17 mil cabeças de gado — o segundo maior volume mensal já registrado, ficando atrás apenas de dezembro de 2024. A receita obtida no mês somou US$ 147,93 milhões, com média de US$ 76,32 por arroba.

Os dados, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pela Agrifatto, apontam que o Brasil já exportou 788,41 mil bovinos entre janeiro e setembro deste ano. O desempenho é 16,08% superior ao mesmo período de 2024.

De acordo com a economista e CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, caso o ritmo atual seja mantido, o país poderá encerrar 2025 com cerca de 1,5 milhão de animais enviados ao exterior — o maior volume já registrado pelo setor. Os principais destinos continuam sendo países do Oriente Médio e Norte da África. “Esse gado é destinado majoritariamente ao abate para o Halal, que é um preceito religioso deles. Então vai para Turquia, Iraque, Marrocos e Egito. Só esses quatro mercados já são responsáveis por quase 80% do que a gente manda para fora”, afirmou Lygia.

Segundo ela, com a inclusão da Arábia Saudita, essa concentração chega a quase 100%. A economista explica que os embarques se concentram em regiões próximas a portos. O Pará respondeu por 59,59% das exportações realizadas até setembro, seguido pelo Rio Grande do Sul (22,38%) e São Paulo (5,08%). “É focado por questões logísticas onde tem oferta de gado e porto próximo. O porto de Santarém favorece o acesso ao transporte marítimo”, detalhou.

Lygia também destacou que a competitividade do boi brasileiro tem sustentado o aumento dos embarques. “Hoje o boi brasileiro é o mais barato do mundo. Ele normalmente já é, mas em especial este ano está bem forte a nossa competitividade frente aos concorrentes. Acho que esse é o principal motivo: volume e preço”, explicou.

Segundo relatório da consultoria, o preço médio de um animal exportado em setembro foi de US$ 76 por arroba, enquanto no mercado interno a média ficou em US$ 57. Apesar do crescimento expressivo, a exportação de gado vivo ainda representa uma pequena parcela da pecuária nacional. Em 2024, equivalia a 3,15% do total abatido no país e, mesmo que atinja 1,5 milhão de cabeças neste ano, corresponderá a cerca de 3,59% do abate nacional estimado para 2025.