Dois casos recentes de gatos atingidos por munições de chumbinho em Campo Grande acenderam o alerta da Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea), que orienta os tutores a ficarem atentos a possíveis sinais de violência. Os casos ocorreram em menos de uma semana e envolvem os gatos Feinha e João.
Feinha, que vive em uma residência, chegou até a Subea sem conseguir se manter em pé. Após avaliação inicial, ela foi encaminhada para o hospital veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio de convênio com a Prefeitura. Exames constataram que o projétil atingiu um nervo, o que pode ter provocado a queda e, consequentemente, uma fratura lombossacral. A gatinha deverá passar por cirurgia para tentar recuperar os movimentos.
Já João é um gato comunitário cuidado por moradores da região onde vive. Ele também foi atingido por chumbinho, mas, neste caso, o disparo foi superficial e a equipe veterinária conseguiu remover o projétil sem maiores complicações.
A Subea reforça que maus-tratos contra animais são crime, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa. Denúncias devem ser feitas pela Central 156, canal oficial para relatar casos de abuso, abandono e violência animal.
De acordo com a legislação brasileira, armas de pressão por ação de gás comprimido ou molas não são classificadas como armas de fogo, portanto, não necessitam de registro junto ao Exército ou à Polícia Federal. O porte é permitido apenas para maiores de 18 anos, e o uso deve ocorrer exclusivamente em propriedade privada ou clubes de tiro. O transporte em vias públicas é proibido.