Após pressão da CPI, Consórcio Guaicurus contrata seguro de veículos

Cláusula contratual de 2012 nunca foi cumprida; condutores arcavam com despesas em caso de acidentes com passageiros

Por Redação
30/07/2025 16h59 - Atualizado há 1 mês
Após pressão da CPI, Consórcio Guaicurus contrata seguro de veículos
(Créditos: Reprodução)

O Consórcio Guaicurus anunciou nesta quarta-feira (30) que passará a contratar seguro para os veículos da frota do transporte coletivo de Campo Grande. A medida atende a uma cláusula contratual firmada com a Prefeitura Municipal desde 2012, que até então não estava sendo cumprida pela empresa.

A contratação do seguro obrigatório foi um dos principais pontos apurados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada na Câmara Municipal para investigar a qualidade dos serviços prestados pelo consórcio. A falta do seguro foi revelada em depoimentos prestados à comissão, como o do ex-motorista Weslei Moreli, que relatou ter tido o salário descontado para arcar com despesas médicas de passageiros feridos em acidentes. “Quando o ônibus se envolvia em um acidente que causava algum ferimento a um passageiro, o motorista era responsabilizado, sendo descontado de seu salário as despesas médicas e medicamentosas do passageiro, já que a empresa não é acobertada por seguro”, afirmou.

Em outra oitiva, João Resende, que já presidiu o Consórcio Guaicurus e ainda integra sua diretoria, confirmou que os veículos da empresa realmente não possuem seguro. Além disso, apontou que parte significativa da frota opera fora dos padrões contratuais de idade.

Segundo o diretor de Operações do consórcio, Paulo Vitor Brito de Oliveira, 97 ônibus estão acima da idade máxima permitida. “Nós temos 97 carros acima de 10 anos. Pelo contrato, a idade média dos ônibus deve ser cinco anos e a máxima, 10 anos para o convencional e de 15 anos para o articulado”, afirmou durante audiência pública no mês de junho.

Para o presidente da CPI, vereador Dr. Lívio, a contratação do seguro representa um avanço importante conquistado a partir dos trabalhos da comissão. “É mais uma vitória da comissão e essa correção mostra o impacto positivo da nossa atuação”, destacou.

A CPI deve apresentar o relatório final na segunda quinzena de agosto. O documento vai reunir um diagnóstico completo da gestão do transporte público da Capital, com possíveis encaminhamentos legais e administrativos.


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