Sarampo: MS mobiliza vacinação em Corumbá e Ladário e entrega doses ao país vizinho

Mobilização envolveu capacitação de profissionais, vacinação em massa e cooperação com a Bolívia

Por Redação
30/07/2025 10h34 - Atualizado há 1 mês
Sarampo: MS mobiliza vacinação em Corumbá e Ladário e entrega doses ao país vizinho
(Créditos: Reprodução)
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O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou uma força-tarefa para combater o risco de reintrodução do sarampo, realizando ações de vacinação em Corumbá e Ladário de 9 a 31 de julho. Durante a mobilização, foram aplicadas 1.050 doses da vacina, incluindo um Dia D de imunização, além de ter entregado 20 mil doses da vacina tríplice viral à Bolívia. A iniciativa reforça a importância da vacinação, especialmente na zona de fronteira, e procura evitar a propagação do vírus. A resposta rápida do estado é considerada essencial para proteger a população, considerando que o sarampo foi erradicado no Brasil desde 2016.

Diante do alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo pelo país vizinho, o Governo de Mato Grosso do Sul promoveu uma força-tarefa em Corumbá e Ladário entre os dias 9 e 31 de julho, como parte das ações de enfrentamento à doença. Coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), a mobilização envolveu vacinação, capacitação técnica e cooperação internacional — incluindo o Dia D de imunização, realizado no último sábado (26), e a entrega de 20 mil doses da vacina tríplice viral ao governo da Bolívia.

A atuação concentrou-se na zona de fronteira, considerada estratégica para o controle da doença. Em Corumbá, foram aplicadas 1.050 doses contra o sarampo ao longo do mês, sendo 280 apenas no Dia D. A ação também contemplou outras vacinas: 143 doses contra hepatite B e 168 contra Influenza foram administradas no mesmo dia.

Já em Ladário, o Dia D resultou na aplicação de 70 doses contra o sarampo. Somando os atendimentos entre os dias 11 e 24 de julho, o total chegou a 116 doses aplicadas. Ao todo, 161 pessoas buscaram as unidades de saúde e foram orientadas sobre a atualização do esquema vacinal.

“Mato Grosso do Sul é um estado que melhorou a cobertura vacinal nos últimos anos. Inclusive para vacina contra o sarampo, em crianças menores de 2 anos, o Estado bateu meta. Então, é um estado que trabalha muito bem na prevenção”, afirmou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti, que esteve em Campo Grande na última semana.

Cooperação e capacitação

As ações foram acompanhadas pela equipe do PNI entre os dias 24 e 26 de julho. Durante esse período, foram promovidos encontros técnicos com a SES e gestões municipais. Nos dias 24 e 25, 160 profissionais participaram de reuniões e seminários realizados em Campo Grande e Corumbá, com foco na qualificação das equipes que atuam na ponta.

Para o gerente estadual de imunização, Frederico Moraes, a resposta rápida e articulada do Estado é essencial diante do risco. “Estamos tratando de uma doença erradicada no Brasil desde 2016 e que voltou a ameaçar por causa da queda na cobertura vacinal e da proximidade com países que enfrentam surtos. Nosso papel é agir rápido, proteger as pessoas e evitar que o vírus se espalhe novamente. A fronteira é o nosso ponto mais vulnerável, por isso esse esforço concentrado”, destacou.

Segundo ele, o Estado também reforçou a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral, voltada a crianças de 6 a 11 meses que vivem na região de Corumbá. “Essa dose extra não substitui as aplicações dos 12 e 15 meses, mas funciona como um escudo temporário para os bebês que ainda não completaram o esquema vacinal”, explicou.

Entrega de vacinas à Bolívia

No dia 24 de julho, o Governo de Mato Grosso do Sul formalizou a entrega de 20 mil doses da vacina tríplice viral à Bolívia, em ação realizada em Corumbá, com apoio do Ministério da Saúde e do PNI. A medida reforça o entendimento de que a resposta em saúde pública precisa ultrapassar fronteiras.

“O sarampo não obedece às fronteiras e eventualmente a pessoa pode se expor mesmo em outras cidades”, alertou Eder Gatti. Para o gerente de Imunização da SES, a iniciativa reforça a importância do trabalho conjunto: “Essa ação é um exemplo de que saúde pública se faz com articulação, ciência e responsabilidade coletiva. E se faz sem fronteiras”, concluiu.


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