O número de latrocínios em Mato Grosso do Sul cresceu 263,6% de 2023 a 2024, aumentando de 6 para 22 casos, o maior percentual do Brasil. O crime é hediondo e punido com reclusão de 20 a 30 anos. O sistema penitenciário também viu um aumento de 33% no número de detentos, passando de 21.653 para 29.260. Em Campo Grande, a taxa de mortes violentas intentadas teve leve redução, mas os homicídios e latrocínios aumentaram. Mortes por lesão corporal e ações policiais ocorreram em menor número.
O número de latrocínios, roubos seguidos de morte, registrou aumento expressivo em Mato Grosso do Sul no intervalo de um ano. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Estado teve alta de 263,6% nesse tipo de crime entre 2023 e 2024, saltando de 6 para 22 casos. Trata-se do maior aumento percentual entre todos os estados brasileiros.
O latrocínio é considerado crime hediondo, sendo punido com reclusão de 20 a 30 anos, sem direito a benefícios como redução de pena ou anistia.
Além do aumento nos latrocínios, o número de pessoas presas também cresceu consideravelmente em Mato Grosso do Sul. Em 2023, o sistema penitenciário estadual tinha 21.653 detentos. Já em 2024, o total chegou a 29.260 presos, crescimento de aproximadamente 33%, o maior aumento proporcional do país e o terceiro maior em número absoluto de novos presos.
Em Campo Grande, a taxa de mortes violentas intencionais registrou leve redução, passando para 18,9%, queda de 3,7% em relação ao ano anterior. No entanto, alguns crimes apresentaram alta na Capital. O número de homicídios subiu de 124 para 132; os latrocínios passaram de 1 para 3 casos; e os feminicídios cresceram de 8 para 11 vítimas.
Por outro lado, houve redução em mortes por lesão corporal, que caíram de 7 para 4 casos, e também nas mortes decorrentes de ação policial, que diminuíram de 55 para 41 no período.