A CCR MSVia iniciou a duplicação da BR-163 em Mato Grosso do Sul, próximo a Campo Grande, com dois trechos de 5,5 km e 1,7 km sendo alvo das obras. A Agência Nacional de Transportes Terrestres autorizou as obras, que incluem a construção de rotatórias e regularização de acessos, com um investimento total de R$ 9,6 bilhões ao longo de 29 anos de concessão. A concessão prevê também a duplicação de 203 km da rodovia e melhorias urbanas em cidades como Dourados e Itaquiraí. Após anos de paralisações e negociações, a CCR retoma as obras, prometendo investimentos significativos no primeiro ano do novo contrato.
Duas semanas após começar a implantação de terceira faixa no extremo sul de Mato Grosso do Sul, a CCR MSVia deu início às obras de duplicação da BR-163 nas proximidades de Campo Grande. Os trabalhos ocorrem em dois pontos: nas imediações do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), saída para São Paulo, e na saída para Cuiabá, a cerca de 20 quilômetros da área urbana.
Conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira (15), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a concessionária a duplicar um trecho de 5,5 quilômetros entre os quilômetros 454,5 e 460. As obras começaram no km 454,5, próximo ao posto da PRF, e seguem até um radar instalado perto da unidade dois do posto Platinão.
Atualmente, os trabalhos envolvem apenas a supressão de parte da vegetação no lado direito da rodovia, no sentido Campo Grande-Dourados. Máquinas ainda não operam no local, mas há previsão de chegada dos equipamentos ainda nesta semana.
Além da duplicação, está prevista a construção de uma rotatória alongada de acesso ao Posto Platinão e a regularização de entradas para empresas e para a Colônia de Férias na região conhecida como Chácara das Mansões.
Na saída para Cuiabá, outro trecho de 1,7 quilômetro será duplicado, com implantação de rotatória no km 511, próximo a áreas que já contam com pista dupla.
As obras fazem parte do novo contrato de concessão da BR-163, leiloado em 22 de maio, com assinatura prevista para agosto. A CCR MSVia, agora chamada de Motiva, terá de investir R$ 9,6 bilhões ao longo dos 29 anos de concessão.
Os 5,5 km em andamento representam apenas o início de uma duplicação maior prevista entre Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes, incluindo os 25 km do anel viário de Campo Grande (km 466 ao 491). Pelo edital, a empresa terá cinco anos para duplicar o anel viário, que concentra quase 20% dos acidentes e mortes da rodovia, apesar de representar apenas 3% dos 847 km totais.
Inicialmente, serão duplicados 203 km da rodovia. Caso haja aumento no fluxo de veículos, novas duplicações poderão ser realizadas.
O contrato também prevê a construção de 147 km de faixas adicionais, 29 km de contornos urbanos e 29 km de vias marginais em áreas urbanas. Cidades como Mundo Novo, Itaquiraí e Eldorado terão contornos rodoviários, retirando o tráfego pesado das áreas urbanas. Em Dourados, as vilas São Pedro e Vila Vargas também terão contornos duplicados.
As obras de terceira faixa tiveram início no começo do mês próximo a Mundo Novo, região de intenso fluxo de turistas paranaenses que visitam Salto del Guairá, no Paraguai. Na região, os trabalhos estão na fase de terraplanagem, sendo estas as primeiras intervenções do novo contrato. Também está em execução uma terceira faixa em Itaquiraí.
No norte do estado, em Coxim, a concessionária inicia a instalação de quase dois quilômetros de terceira faixa e melhorias no acostamento entre os km 730 e 732.
Desde 2013 responsável pela BR-163, a CCR prometeu duplicar os 847 km da rodovia, de Mundo Novo a Sonora, mas paralisou as obras após concluir apenas 150 km e receber autorização para cobrar pedágio. Alegando prejuízo, tentou devolver a concessão, mas, após negociações, garantiu novo contrato que prevê duplicações e aumento de 100% no valor do pedágio quando as principais obras forem concluídas. Hoje, a tarifa é de cerca de R$ 8,00 a cada cem quilômetros.
No primeiro ano do novo contrato, estão previstos R$ 500 milhões em investimentos, sendo R$ 150 milhões para recuperar a pista de rolamento, que apresenta buracos em vários pontos, principalmente entre Dourados e Mundo Novo.