O resultado das eleições deste domingo (4) redesenhou o equilíbrio de forças políticas em Mato Grosso do Sul. Eleito senador com 903.554 votos, equivalentes a 34,64% dos votos válidos para o cargo, Reinaldo Azambuja (PL) alcançou a maior votação já registrada por um candidato ao Senado no Estado. O desempenho superou em 74.405 votos a marca de Tereza Cristina (PP), que havia recebido 829.149 votos em 2022. Além da vitória individual, Azambuja encerrou o primeiro turno com seu partido ocupando posição de destaque nas bancadas sul-mato-grossenses no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.
A força do PL apareceu inicialmente na própria disputa pelo Senado. Além de Azambuja, Capitão Contar foi eleito para a segunda cadeira em disputa, com 856.045 votos, ou 32,82%, fazendo com que as duas vagas renovadas por Mato Grosso do Sul ficassem com a mesma legenda. Somados, os dois candidatos receberam 1.759.599 votos. A atual senadora Tereza Cristina (PP), eleita em 2022, permanece com mandato, enquanto Azambuja e Contar assumirão as duas cadeiras renovadas nesta eleição para mandatos de oito anos.
Na Câmara dos Deputados, o PL também ampliou sua representação ao conquistar três das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso do Sul. Foram eleitos Marcos Pollon, com 140.129 votos, Mara Caseiro, com 120.199, e Rodolfo Nogueira, com 103.303. Pollon e Nogueira foram reeleitos, enquanto Mara Caseiro deixa a Assembleia Legislativa para iniciar um mandato na Câmara. O resultado coloca o partido com a maior bancada entre os representantes do Estado na Câmara Federal na próxima legislatura.
O avanço foi ainda mais expressivo na Assembleia Legislativa. Das 24 cadeiras da Alems, nove serão ocupadas pelo PL, o equivalente a 37,5% da Casa. Foram eleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David, Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, Andre Salineiro, Lucas de Lima do Amor Sem Fim e Marcio Fernandes. O crescimento é significativo: a legenda passa de quatro para nove deputados, uma expansão de 125% no tamanho da bancada, segundo levantamento sobre a nova composição da Assembleia.
Somadas as disputas proporcionais e majoritárias consideradas, o PL terminou a eleição com 14 representantes eleitos em Mato Grosso do Sul: dois senadores, três deputados federais e nove estaduais. O resultado amplia o peso político de Azambuja, que preside a legenda no Estado, e dá ao partido presença relevante nas articulações que começam a ser construídas para a próxima legislatura. Ao mesmo tempo, o novo cenário terá de conviver com uma composição política estadual mais ampla, já que o governador reeleito Eduardo Riedel pertence ao PP. A configuração saída das urnas coloca, portanto, Mato Grosso do Sul diante de uma nova correlação de forças para as negociações entre Governo do Estado, Assembleia Legislativa e bancada federal a partir de 2027.