Três Lagoas lidera silvicultura no Brasil
Município movimentou R$ 1,83 bilhão com florestas plantadas em 2025 e se consolidou como um dos principais polos da cadeia de papel e celulose do país
Três Lagoas alcançou em 2025 a liderança nacional no valor da produção da silvicultura, com aproximadamente R$ 1,83 bilhão movimentados pela atividade. O resultado representa crescimento de 216,3% em relação ao ano anterior e coloca o município sul-mato-grossense à frente dos demais produtores brasileiros. Os números fazem parte da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE na quinta-feira (24).
A produção local é fortemente concentrada na cadeia de papel e celulose. A madeira em tora destinada a essa indústria respondeu por 98,9% do valor da silvicultura de Três Lagoas em 2025.
O crescimento também apareceu na quantidade de matéria-prima produzida. O volume de madeira voltada à fabricação de papel e celulose aumentou de 5,6 milhões para 7,9 milhões de metros cúbicos, avanço de 40,5% em apenas um ano. Já o valor da produção desse segmento cresceu 218,9%. O resultado reforça a posição de Três Lagoas como centro estratégico da indústria de base florestal em Mato Grosso do Sul.
A força da atividade vai além de Três Lagoas. Em todo o Estado, a madeira destinada à celulose movimentou R$ 5,16 bilhões em 2025, equivalente a 91,7% dos R$ 5,62 bilhões gerados pela silvicultura sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul também ampliou em 30,3% sua área de florestas plantadas, chegando a aproximadamente 1,9 milhão de hectares, dos quais 99,7% são ocupados por eucalipto. Ribas do Rio Pardo aparece como outro gigante do setor e terminou 2025 na segunda colocação nacional em valor da silvicultura, com cerca de R$ 1 bilhão.
O avanço sul-mato-grossense ocorre em meio a um ano de recorde para a produção florestal brasileira. O valor da silvicultura e da extração vegetal chegou a R$ 47,9 bilhões em 2025, crescimento de 6,7%, enquanto somente a silvicultura movimentou R$ 41 bilhões. Três Lagoas tornou-se o município de maior valor de produção do setor no país, mostrando como a expansão das florestas cultivadas e da indústria de celulose transformou a região leste de Mato Grosso do Sul em um dos principais corredores florestais do Brasil.