Sucuri de 5 metros é vista com barriga cheia em córrego de Coxim

Família flagrou a serpente parada no Córrego Amaralina, a 20 km da área urbana, após uma grande refeição; veja o que orientam especialistas

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Divulgação/Prefeitura de Coxim

Um grupo de banhistas se deparou com uma sucuri de cerca de cinco metros de comprimento no Córrego Amaralina, zona rural de Coxim, no domingo, dia 27 de setembro de 2026. A cobra estava com a barriga visivelmente estufada, sinal de que havia acabado de se alimentar, e mal se mexia dentro d'água enquanto era observada de longe pelas famílias que tinham ido se refrescar no local.

Quem deu de cara com o animal foi o instalador de piscinas Edilson Aparecido, de 33 anos, que estava no córrego com a esposa, os filhos e outros parentes. Segundo ele, outros banhistas que já estavam no ponto de banho, a cerca de 20 quilômetros da área urbana de Coxim, sentido Pantanal, foram quem alertou o grupo sobre a presença da serpente na água.

Cobra parada foi confundida com animal morto

A imobilidade da sucuri chamou atenção de quem passava pelo local. Em determinado momento, parte dos banhistas chegou a pensar que se tratava de um animal morto boiando no córrego, até perceberem que o corpo ainda respirava e reagia lentamente aos estímulos ao redor.

Diante da confirmação de que o réptil estava vivo, o grupo optou por manter distância e não tocar no animal. Edilson estimou o tamanho da serpente em cerca de cinco metros, e as imagens feitas por ele mostram o volume acentuado na região abdominal, embora não tenha sido possível identificar qual presa a cobra havia engolido antes do encontro.

Por que especialistas recomendam não se aproximar

Depois de uma refeição volumosa, a digestão de uma sucuri pode se estender por semanas, período em que o animal fica mais lento e vulnerável. Especialistas em fauna silvestre orientam que serpentes nessa condição não sejam incomodadas, já qualquer tentativa de aproximação ou manuseio pode levar o animal a abandonar ou até regurgitar a presa recém-ingerida.

Parte do grupo preferiu deixar o córrego logo após o flagrante, enquanto a família de Edilson se deslocou para outro trecho do mesmo curso d'água, mantendo distância seguranca da sucuri sem tentar capturá-la ou retirá-la do local.

Espécie adaptada à vida aquática, a sucuri está entre as maiores serpentes do Brasil e tem nos rios, corixos e córregos do Pantanal e do interior de Mato Grosso do Sul parte essencial de seu habitat natural. Encontros como o de Coxim reforçam um padrão recorrente na região: rios sul-mato-grossenses seguem revelando grandes exemplares da espécie, como mostram outros registros recentes, entre eles uma sucuri de 4 metros camuflada em um toco em outro rio do estado. Para quem visita ou mora na região, vale acompanhar as notícias de Coxim para outros casos de fauna silvestre registrados no município.