Quatorze transportadoras que prestam serviço à Suzano em Mato Grosso do Sul concluíram, em setembro de 2026, um programa de gestão financeira tocado pelo Sebrae/MS em parceria com a indústria. Entre abril e setembro, os empresários passaram por quatro oficinas coletivas e ainda receberam duas horas de consultoria individual cada um, voltadas a resolver o problema mais comum do setor: dono de transportadora que mistura o dinheiro da empresa com o próprio bolso.
A iniciativa nasceu de uma necessidade prática da cadeia florestal sul-mato-grossense. Empresas que fazem o transporte de madeira e insumos para a Suzano muitas vezes têm frota, contrato fechado e demanda garantida, mas tropeçam na hora de calcular custo real de operação, o que deixa o negócio exposto a decisões tomadas no escuro.
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Nos encontros presenciais, quatro temas guiaram o conteúdo: o efeito da reforma tributária sobre o controle financeiro das empresas, o papel da inteligência emocional para decidir sob pressão, a separação entre finanças pessoais e caixa do negócio, e a montagem de indicadores para acompanhar a rotina financeira.
A gerente da Regional Costa Leste do Sebrae/MS, Josi Signori, explica que a aposta foi deixar ferramentas que continuem em uso depois que o projeto terminar. "Uma empresa pode ter mercado, clientes e capacidade operacional, mas, se não acompanha de perto seus números, fica mais vulnerável a decisões equivocadas", afirmou. Segundo ela, o objetivo foi fazer o empresário planejar investimento e usar indicadores como apoio direto à gestão, não como exercício teórico.
Do lado da indústria, o gerente executivo de Operações Florestais da Suzano, Gustavo Vianna Henning, descreve o resultado como motivo para expandir o formato. "A parceria com o Sebrae foi fundamental porque unimos o conhecimento da instituição em gestão de pequenos negócios à realidade das empresas que fazem parte da nossa cadeia de fornecedores", disse. Ele afirma que a empresa quer ampliar essa atuação para outros fornecedores da operação florestal em MS.
Entre os 14 participantes está Nilson Oswaldo Ferreira Junior, da NEN Transportes, que recebeu alertas sobre o impacto da reforma tributária no planejamento do próprio negócio. "Sem planejamento, fica muito mais difícil reduzir custos e manter a sustentabilidade do negócio, principalmente em um setor que exige controle constante das despesas e das operações", afirmou o empresário.
Já Marcelo de Jesus dos Santos, da RF Faccioli Transportadora, destaca a troca entre concorrentes do mesmo segmento como parte do ganho. "Participar do projeto agregou conhecimento sobre gestão e administração de empresas com foco na realidade do transporte", concluiu.
Empresários interessados em orientação semelhante podem procurar o Sebrae/MS pela Central de Relacionamento, no telefone 0800 570 0800, ou pelo site ms.sebrae.com.br.
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Fontes: SEBRAE/MS