Samu de Dourados ensina como agir em parada cardíaca em 4 passos

Data Mundial da RCP é usada pelo Samu 192 para explicar reconhecimento, compressões e acionamento do socorro; veja o passo a passo

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Divulgação/Prefeitura de Dourados

Uma pessoa que não responde a chamados e não respira normalmente pode estar em parada cardiorrespiratória, e os próximos minutos decidem se ela sobrevive. É esse o alerta que o Samu 192 de Dourados reforça nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, Dia Mundial da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), ao detalhar à população os passos que podem salvar uma vida antes mesmo da chegada da ambulância.

O serviço lembra que a maior parte das paradas cardiorrespiratórias não acontece dentro de hospitais, mas em casas, locais de trabalho e ruas, situações em que quem está por perto faz a diferença enquanto o socorro não chega. A orientação segue o conceito conhecido como Corrente da Sobrevivência, que une em sequência o reconhecimento da emergência, o acionamento do socorro, as compressões torácicas, o uso do desfibrilador quando disponível e os cuidados hospitalares após a reanimação.

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Como agir nos primeiros segundos

O primeiro movimento é identificar os sinais: se a vítima não responde e não respira de forma normal, a ligação para o 192 precisa ser imediata. Em casos que envolvam risco adicional, como acidentes, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193. Durante a chamada, o atendente do Samu orienta cada etapa por telefone, e a recomendação é manter a ligação ativa até o fim, sem desligar antes da chegada da equipe.

Enquanto o socorro não chega, iniciar a ressuscitação cardiopulmonar ajuda a manter o sangue circulando e os órgãos vitais oxigenados. Em adultos, as compressões devem ser feitas no centro do peito, numa frequência de 100 a 120 por minuto. Para crianças e bebês, a técnica muda conforme idade e porte físico, e quem não tem treinamento deve seguir exatamente o que o atendente de emergência orientar na ligação.

O papel do desfibrilador e a sequência até o hospital

Quando há um Desfibrilador Externo Automático (DEA) por perto, o equipamento pode ser decisivo em determinados tipos de parada cardíaca. O aparelho dá instruções por voz, analisa o ritmo do coração e indica se o choque é necessário, sempre com atenção à segurança de quem está prestando o socorro.

Depois da chegada da equipe médica e de eventual reanimação, a vítima segue para avaliação hospitalar, etapa que fecha a Corrente da Sobrevivência. A Secretaria de Saúde de Dourados ressalta que a velocidade entre o reconhecimento da emergência e o início das compressões é o fator que mais pesa nas chances de recuperação, especialmente porque, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no país.

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Fontes: PREFEITURA DE DOURADOS