Rio Dourados sobe rápido e alaga casas no Assentamento Amparo

Defesa Civil de Dourados vistoriou a área nesta quinta e orientou moradores ribeirinhos; nível deve normalizar no fim de semana

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Divulgação/Defesa Civil de Dourados

A cheia repentina do Rio Dourados obrigou famílias do Assentamento Amparo, no Distrito de Itahum, a retirarem móveis de casa às pressas nesta semana. A Defesa Civil de Dourados esteve no local na tarde desta quinta-feira (16) para medir o avanço da água e orientar quem vive nas margens sobre os riscos.

O coordenador da Defesa Civil, Jhones Santana, explica que as chuvas intensas dos últimos dias fizeram o rio subir rápido demais para o costume da região. "A intensidade das chuvas dos últimos dias fez o nível do Rio Dourados subir rapidamente e as áreas mais baixas, como na região do assentamento e na divisa com o município de Ponta Porã, no acesso ao Distrito de Nova Itamarati, ocorreram alagamentos", disse.

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As casas mais atingidas ficam coladas ao leito do rio, muitas delas ranchos usados para pescaria que também servem de moradia. Segundo Santana, o pico da cheia aconteceu na quarta-feira (14), quando parte dos moradores precisou esvaziar os imóveis para proteger os móveis da água. "Nossa orientação foi no sentido de preservar a integridade física dessas pessoas e, também, proteger eventuais rebanhos que possam ficar isolados em razão das enchentes", completou o coordenador.

Situação já dá sinais de melhora

Na quinta-feira, o volume de água começou a recuar. Se não chover forte de novo, a Defesa Civil estima que o cenário esteja normalizado até o fim de semana para quem mora no Assentamento Amparo, área que já convive historicamente com cheias do Rio Dourados em períodos de chuva intensa.

A equipe também checou a cabeceira da ponte de acesso a Ponta Porã e não encontrou rachaduras, desmoronamento ou erosão na estrutura. O ponto mais crítico identificado foi um trecho de estrada rural tomado por um espelho d'água, sem dano ao leito nem necessidade de isolamento da via.

Não houve registro de mortes de animais em decorrência do alagamento, e a Defesa Civil descartou a necessidade de interditar qualquer imóvel na região. "A situação mais crítica está concentrada na estrada rural, que está coberta por um espelho d'água, mas não houve desmoronamento e nem erosão, de forma que a situação será normalizada a partir do momento que a água começar a baixar", afirmou Santana.

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Fontes: DEFESA CIVIL DE DOURADOS