Riedel quer levar turismo de MS para além de Bonito e Pantanal
Plano de governo prevê rotas com gastronomia, artesanato e cultura para espalhar renda do turismo por mais cidades sul-mato-grossenses
Sturm/Wikimedia Commons (CC BY-SA)
O governo de Mato Grosso do Sul quer tirar o turismo estadual da dependência de dois nomes só. O Plano de Governo 2027–2030, apresentado pelo governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, propõe criar rotas turísticas em municípios que hoje ficam fora do roteiro consagrado de Bonito e do Pantanal, unindo natureza, gastronomia, artesanato, eventos e vivências comunitárias como forma de espalhar renda para regiões ainda pouco exploradas pelo setor.
A ideia parte de um diagnóstico simples: o Estado já tem uma marca forte no turismo de natureza, mas essa força fica concentrada em poucos destinos. Cidades com patrimônio cultural, culinária própria ou produção artesanal relevante seguem de fora da cadeia econômica que o turismo movimenta — e é justamente essa lacuna que o plano de Riedel diz querer preencher no próximo mandato.
Bonito e Pantanal viram ponto de partida, não mais o fim da linhaSegundo o documento, Bonito e o Pantanal continuam sendo tratados como destinos consolidados, responsáveis por projetar Mato Grosso do Sul nacionalmente como referência em turismo de natureza e sustentabilidade. A diferença é o papel que passam a exercer no plano: deixam de ser o destino final da política estadual de turismo e assumem a função de base para expandir a atividade a outras regiões.
"A proposta agora é fazer com que outras regiões também participem de uma cadeia capaz de movimentar cultura, serviços, gastronomia, artesanato, eventos e investimentos", afirma o governador. O plano prevê estruturar rotas estaduais, atrair investimentos privados, ampliar a promoção do Estado em mercados nacionais e internacionais, qualificar serviços turísticos e incorporar tecnologia ao setor — medidas que, juntas, tentam transformar municípios isolados em elos de uma rede maior.
Gastronomia, artesanato e turismo comunitário entram no roteiroO plano não fala apenas em abrir novos pontos turísticos ligados à natureza. Ele também aposta no turismo cultural, étnico, gastronômico, de experiência e de base comunitária como frentes para movimentar a economia local. Na prática, isso significa transformar hábitos e produções já existentes no dia a dia das comunidades — uma receita típica, uma técnica de artesanato, uma manifestação cultural — em experiências vendáveis dentro da cadeia turística.
"A ideia é ampliar os motivos para conhecer Mato Grosso do Sul e, ao mesmo tempo, fazer com que a atividade turística alcance uma parcela maior de seu território", diz Riedel. Para o governador, o turismo funciona como vetor de geração de emprego, renda e valorização cultural quando distribuído para além dos destinos já saturados — e a expansão depende tanto da criação dessas rotas quanto da qualificação de serviços e da atração de investimentos privados para sustentá-las.
O Plano de Governo 2027–2030 integra a candidatura de Riedel à reeleição e trata o turismo como parte de uma estratégia mais ampla que também envolve infraestrutura, gestão pública e responsabilidade ambiental. Leia mais sobre a projeção internacional de Campo Grande e sua parceria com Turim, outra frente da política de atração de investimentos do Estado.
Fontes: GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL; FOLHACG