Preço da tahiti cai em SP após pico de setembro; e em MS?
Cepea registra recuo nas cotações da lima ácida com aumento da oferta; MS é o 2º maior produtor de laranja do país, atrás só de São Paulo
Arte/MSConecta
A lima ácida tahiti ficou mais barata nas últimas semanas em São Paulo, principal polo produtor do país, depois de bater no início de setembro de 2026 os maiores preços do ano. O motivo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), é simples: choveu, os frutos cresceram e engordaram de calibre, e uma quantidade maior de fruta que estava represada nos pomares finalmente foi para a colheita.
O movimento de queda chama atenção porque inverte, em poucas semanas, um cenário de escassez que havia deixado o produto raro nas prateleiras. Até o início de setembro, a oferta estava restrita e os frutos que chegavam ao mercado tinham calibre pequeno, entre 40 e 45 milímetros — justamente num momento de demanda aquecida, o que empurrou os preços para cima. As chuvas, que antes atrapalhavam a colheita ao impedir o trabalho de campo, agora fazem o efeito contrário: ajudaram a fruta a crescer e liberaram o volume que estava parado.
Por que os preços mudaram tão rápidoDe acordo com pesquisadores do Cepea, o próprio clima que travava a colheita em setembro passou a favorecer o desenvolvimento dos frutos ao longo do mês. Com mais chuva regular, a tahiti ganhou tamanho e qualidade, e parte do estoque que os produtores mantinham nos pés — à espera de um calibre melhor — começou a ser colhida em maior volume.
Esse aumento de oferta pontual é o que vem pressionando as cotações para baixo em São Paulo, estado que concentra a maior fatia da produção nacional da fruta e serve de referência de preço para o mercado brasileiro de citros.
Fontes: CEPEA; NOTÍCIAS AGRÍCOLAS