O nome Orkut, uma das redes sociais mais populares da história da internet brasileira, voltou aos holofotes nesta semana após o site oficial orkut.com exibir uma contagem regressiva encerrada na manhã de 8 de outubro. A expectativa de milhões de ex-usuários era pelo retorno da plataforma, desativada pelo Google em 2014. Quando o contador chegou ao fim, a página passou a exibir uma mensagem assinada pelo fundador Orkut Büyükkökten, apresentando um projeto voltado à construção de uma internet mais humana e baseada em comunidades.
Diferentemente do que muitos imaginavam, o anúncio não trouxe o relançamento imediato da antiga rede social. Em vez disso, o criador lançou uma campanha para medir o interesse do público em uma nova plataforma focada em conexões autênticas, interesses em comum e menos dependência dos algoritmos que dominam as redes atuais. O site reúne assinaturas de apoiadores e apresenta a visão de uma experiência digital centrada nas pessoas, e não apenas no engajamento e no tempo de tela.
A proposta resgata justamente um dos principais diferenciais do antigo Orkut: as comunidades temáticas. Em cartas e entrevistas divulgadas após o anúncio, Büyükkökten criticou a polarização das redes contemporâneas e afirmou que pretende usar inteligência artificial para aproximar pessoas com interesses semelhantes, fortalecendo amizades e conexões reais. No entanto, ainda não há confirmação de quando uma nova plataforma será lançada nem quais recursos estarão disponíveis.
Apesar do entusiasmo dos nostálgicos, especialistas avaliam que um eventual retorno enfrentará um mercado muito mais competitivo do que o de duas décadas atrás, dominado por gigantes como Instagram, TikTok, X e Facebook. Ainda assim, a forte repercussão mostra que a marca Orkut continua viva na memória dos brasileiros. Resta saber se o projeto conseguirá transformar a nostalgia em uma comunidade ativa ou se o movimento ficará restrito ao entusiasmo momentâneo de quem sentiu saudade dos scraps, depoimentos e comunidades que marcaram uma geração.