Naviraí recebe obra de R$ 13,7 milhões contra alagamentos no Harry Amorim

Quase 4 km de tubulação e 100 bocas de lobo vão desviar água da chuva que destrói a Rua Pérsio Antunes há anos; veja como funciona o projeto

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David Brown/Pexels

Naviraí começou a construir uma rede de drenagem de 3.906 metros no Conjunto Habitacional Harry Amorim Costa, bairro que sofre com enxurradas fortes o suficiente para arrancar o asfalto da Rua Pérsio Antunes de Oliveira. A obra é fruto de parceria entre a Prefeitura e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL), do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com investimento de R$ 13.795.890,04 e execução da empresa Campoterra Construtora Ltda.

O problema é antigo: em chuvas intensas, a água que desce da região da rotatória e da Copasul ganha força suficiente para romper a base do terreno e destruir o pavimento. Reasfaltar sem resolver o escoamento seria desperdício de dinheiro público, segundo a gestão municipal. "Não adiantava refazer um asfalto novo sem resolver esse problema da água da chuva, que desce com força e danifica tudo em seguida. Com essa parceria com o Governo do Estado, a drenagem na Rua do Aeroporto e na própria Pérsio Antunes vai permitir resolver essa situação de vez, para que as famílias do Harry Amorim possam finalmente ficar tranquilas", afirmou o prefeito Rodrigo Sacuno.

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Como vai funcionar a nova rede

O projeto prevê tubulações de concreto que variam de 400 mm a 1.500 mm de diâmetro, além de 50 poços de visita, quase 100 bocas de lobo e dissipadores de energia para frear a velocidade da água e evitar erosão. As equipes trabalham agora na Rua do Aeroporto, próximo ao Sindicato Rural, abrindo valas e assentando a tubulação que vai funcionar como interceptora principal.

A lógica da engenharia é captar o volume de água que hoje desce sem controle da parte alta do bairro e direcioná-lo até o Córrego do Touro, antes que ele chegue à Rua Pérsio Antunes. Com essa água desviada na origem, a rua deixa de receber a sobrecarga que já destruiu seu asfalto em episódios anteriores de chuva forte.

Próxima etapa: pavimentação

Depois de concluída a instalação das galerias profundas, o cronograma passa para a reconstrução da base viária e a aplicação de cerca de 30 mil m² de asfalto em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). A obra ainda inclui meio-fio com sarjeta, sinalização viária completa e recuperação da área degradada pelas enxurradas.

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Fontes: PREFEITURA DE NAVIRAÍ; AGESUL