Naviraí fica 12 horas sem luz e Anaurilândia registra estragos com vento
Falha na rede elétrica deixou bairros de Naviraí no escuro por meio dia, enquanto rajadas de vento derrubaram estruturas em Anaurilândia
Amir H. Bakhtiari/Pexels
Moradores de Naviraí passaram cerca de 12 horas sem energia elétrica em uma interrupção que atingiu parte da cidade, no sul de Mato Grosso do Sul. No mesmo período, Anaurilândia, também na região do Cone Sul, enfrentou ventos fortes que provocaram estragos em imóveis e na área urbana.
Os dois episódios, embora distintos, escancaram um problema recorrente para quem vive no interior do estado: a dependência de uma rede elétrica que costuma falhar justamente quando o tempo vira. Comércios pararam, moradores perderam alimentos guardados na geladeira e famílias tiveram a rotina afetada por um período que ultrapassou meio dia inteiro sem previsão clara de retorno.
Bairros de Naviraí no escuro por quase meio diaA falta de energia se estendeu por cerca de 12 horas em pontos da cidade, tempo suficiente para comprometer o funcionamento de comércios locais e gerar prejuízo a quem depende de refrigeração para guardar mercadorias, caso de açougues, mercados e pequenos negócios de alimentação.
Naviraí é um dos municípios mais populosos do Cone Sul de Mato Grosso do Sul e fica a cerca de 440 quilômetros de Campo Grande, na rota que liga o estado ao Paraguai. Falhas prolongadas no fornecimento de energia nessa região tendem a afetar não só residências, mas também produtores rurais que dependem de eletricidade para irrigação e armazenamento.
Ventania derruba estruturas em AnaurilândiaEm Anaurilândia, cidade vizinha a Naviraí, moradores relataram rajadas de vento fortes o suficiente para causar danos materiais. O tipo de fenômeno é comum na transição entre estações no sul do estado, quando massas de ar frio e quente se encontram e provocam instabilidade repentina.
Esse padrão climático mais instável costuma ser acompanhado de perto por defesas civis municipais, já que ventanias seguidas de chuva forte aumentam o risco de quedas de árvores e de postes, o que pode agravar ainda mais problemas no fornecimento de energia elétrica na região.