MS registra queda de 32% nas mamografias de rastreio em 2025
Exames em mulheres de 50 a 74 anos caíram de 50,4 mil para 40,4 mil no Estado. Secretaria de Saúde explica quem tem direito ao exame pelo SUS
Leeloo The First/Pexels
Os números da própria Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) mostram um recuo expressivo nos exames de rastreamento do câncer de mama em Mato Grosso do Sul: em 2024, 50.459 mamografias bilaterais foram feitas em mulheres de 50 a 74 anos pelo SUS no Estado. Em 2025, esse número caiu para 40.461 exames, queda de quase 20% na comparação entre os dois anos.
O recuo nos exames chama atenção porque acontece justamente quando o número de diagnósticos também mudou: foram 740 casos de câncer de mama registrados em MS em 2024 e 502 em 2025, segundo os sistemas de informação do SUS. A secretaria não associa diretamente os dois movimentos, mas reforça que o rastreamento periódico é a ferramenta que permite encontrar a doença antes dos sintomas aparecerem.
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Com a campanha do Outubro Rosa, a SES-MS aproveita o mês para relembrar quem tem direito ao exame pela rede pública e com que frequência deve procurá-lo, além de reforçar hábitos que reduzem o risco da doença.
Quem pode fazer a mamografia pelo SUS em MSA recomendação do Ministério da Saúde vale para mulheres de risco habitual: mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 74 anos. É essa faixa etária que concentra o esforço de rastreamento organizado da rede pública, e foi nela que a SES-MS registrou a queda nos exames entre 2024 e 2025.
Mulheres de 40 a 49 anos também podem acessar o exame pelo SUS, mas de forma diferente: a indicação depende de demanda e de decisão compartilhada com o profissional de saúde, avaliando riscos e benefícios caso a caso. Essa faixa não entra na política de rastreamento populacional, que prioriza as mulheres mais velhas.
Há ainda uma distinção que a secretaria faz questão de destacar: sintoma suspeito não espera idade. Qualquer alteração nas mamas, independentemente da faixa etária, deve levar a mulher a procurar uma unidade de saúde para avaliação imediata, sem aguardar o calendário da mamografia de rotina.
O que pesa na prevençãoParte do risco de câncer de mama pode ser reduzida com hábitos do dia a dia: manter o peso adequado, praticar atividade física, ter alimentação equilibrada, evitar álcool e não fumar. Outra parte dos fatores de risco, porém, não é controlável, como envelhecimento e histórico familiar da doença, principalmente entre parentes de primeiro grau.
"Cuidar da saúde das mamas é um compromisso que precisa estar presente durante todo o ano. Isso envolve adotar hábitos saudáveis, conhecer o próprio corpo, estar atenta a possíveis alterações e procurar uma unidade de saúde sempre que necessário", afirma Michele Martins, gerente de Atenção à Oncologia da SES-MS.
Ter histórico familiar não significa que a doença vai se desenvolver, assim como sua ausência não garante imunidade. Por isso a orientação da secretaria é manter o acompanhamento de saúde de forma contínua, com ou sem fatores de risco conhecidos.
A superintendente de Atenção à Saúde da SES-MS, Angélica Congro, reforça que qualquer alteração suspeita deve ser investigada na hora, sem relação com a idade da paciente. "Nosso objetivo é ampliar o acesso à informação e reforçar que a atenção à saúde das mamas deve fazer parte da rotina durante todo o ano", diz Angélica.
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Fontes: SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO DO SUL (SES-MS)