Melhor em Casa soma 4.773 atendimentos em Dourados desde 2025

Programa da Prefeitura de Dourados leva enfermagem e medicação a domicílio; 45 pacientes recebem cuidado ativo, alguns com visitas diárias

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Divulgação/Secretaria Municipal de Saúde de Dourados

A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados chega a 4.773 atendimentos realizados pelo Programa Melhor em Casa entre julho de 2025 e agosto de 2026, um levantamento que expõe o tamanho que a assistência domiciliar já ganhou na rede pública do município. O serviço funciona também aos sábados, domingos e feriados, sempre que o quadro clínico do paciente exige, e hoje mantém 45 pessoas em acompanhamento ativo, com visitas de até três vezes por semana — e diárias nos casos mais graves.

A lógica por trás do programa é simples: tirar da fila do hospital quem pode ser tratado em casa com segurança, liberando leitos e evitando que famílias inteiras se reorganizem em torno de internações longas. Curativos, antibióticos, medicação contínua e orientação para os familiares fazem parte da rotina das equipes de enfermagem, que também funcionam como uma espécie de termômetro do quadro clínico — são elas que percebem quando é hora de encaminhar o paciente de volta a uma unidade de saúde.

Bebês com sífilis e pacientes com osteomielite ganham rota alternativa ao hospital

Duas mudanças recentes ilustram o alcance do programa. Bebês em tratamento de sífilis que recebem alta hospitalar agora podem seguir a medicação em casa: durante a semana, o acompanhamento passa pela Policlínica de Atendimento Infantil, e nos fins de semana e feriados o Melhor em Casa assume a aplicação, dispensando idas a prontos-socorros só para cumprir o esquema terapêutico.

O mesmo raciocínio vale para pacientes com osteomielite, infecção óssea que costuma exigir semanas ou meses de antibiótico intravenoso. "Temos casos em que o paciente poderia permanecer meses dentro de um hospital para completar o tratamento com antibiótico e agora com as mudanças, quando há indicação, conseguimos fazer esse acompanhamento no domicílio, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente e permite disponibilizar esses leitos para outros atendimentos", afirma Gerson da Silva Almeida, coordenador do Programa Melhor em Casa.

Maioria dos pacientes recebe alta do tratamento em casa

Segundo a Sems, cada paciente permanece no programa por no mínimo um mês, podendo chegar a três meses conforme a complexidade do caso. Do total de pessoas desligadas do Melhor em Casa, 68% concluíram o plano terapêutico estabelecido pela equipe e voltaram a ser acompanhadas pela atenção primária — um indicador que a gestão municipal usa como termômetro de efetividade do serviço.

O público prioritário inclui pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral recente, pessoas com doenças congênitas ou degenerativas, casos oncológicos, pós-operatório de fraturas — sobretudo de fêmur — e lesões de pele em grau III e IV. Os encaminhamentos partem tanto de hospitais, no momento da alta, quanto das Unidades Básicas de Saúde, e seguem protocolo padronizado alinhado ao modelo nacional do programa. Para o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o resultado consolida uma estratégia que já nasceu para reduzir a distância entre o sistema público e a casa do paciente: "o cuidado para dentro da casa das pessoas, quando há indicação para isso, representa mais comodidade para o paciente e sua família, e fazemos isso sempre prezando a integração entre os diferentes pontos da rede de saúde", diz.

Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE DOURADOS; PORTAL PREFEITURA DE DOURADOS