Mato Grosso do Sul alia natureza e sustentabilidade para fortalecer turismo

Bonito e Pantanal lideram estratégia que combina preservação ambiental, experiências de natureza e expansão da conectividade aérea no Estado

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Mato Grosso do Sul vem consolidando o turismo de natureza como um dos principais ativos de sua economia turística, associando as paisagens de Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal a ações voltadas à sustentabilidade. Reportagem publicada pelo Diário do Turismo destaca que a estratégia adotada no Estado busca equilibrar crescimento da visitação, conservação dos recursos naturais e qualificação dos empreendimentos turísticos. 

Bonito ocupa posição central nesse modelo. O município recebeu certificação que o reconhece como primeiro destino de ecoturismo do mundo com status de Carbono Neutro, concedida pela organização Green Initiative. A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS) informa que o reconhecimento está relacionado ao monitoramento de emissões, medidas de redução dos impactos da atividade turística e compromissos ambientais assumidos pelo destino. 

Os resultados também aparecem no movimento turístico. Conforme os números apresentados pelo Diário do Turismo, Bonito recebeu 155,6 mil turistas entre janeiro e julho de 2026 e concentra cerca de 60% do fluxo de viajantes em Mato Grosso do Sul. Em 2025, foram 293,7 mil visitantes durante todo o ano. Nas férias de janeiro de 2026, a ocupação chegou a 75%, enquanto em julho alcançou 62%. A publicação aponta ainda que 94,7% dos visitantes contabilizados neste ano são brasileiros.

A experiência de Bonito serve agora de referência para iniciativas que podem alcançar outras regiões turísticas, principalmente o Pantanal. Segundo a publicação, a Fundtur-MS trabalha para ampliar diretrizes relacionadas à descarbonização, conservação da fauna e turismo responsável, envolvendo poder público, iniciativa privada e organizações da sociedade civil. A proposta inclui apoio a projetos voltados à preservação de espécies emblemáticas e incentivo à incorporação de práticas ambientais pelos empreendimentos da cadeia turística. 

Além da proteção ambiental, a gestão dos próprios atrativos integra esse modelo. Em Bonito, o controle da capacidade de carga limita a quantidade diária de visitantes em diferentes passeios, mecanismo utilizado para compatibilizar a atividade econômica com a conservação dos ambientes naturais. O sistema de visitação organizada é apontado pela Fundtur-MS como uma das bases do turismo responsável praticado no destino. 

A sustentabilidade também começa a alcançar atividades complementares ao ecoturismo. Em abril deste ano, um restaurante de Bonito recebeu a certificação Lixo Zero após comprovar que mais de 90% dos resíduos produzidos no estabelecimento são reaproveitados, reciclados ou compostados. Para a Fundtur-MS, iniciativas semelhantes demonstram como boas práticas ambientais podem avançar entre diferentes segmentos da cadeia produtiva do turismo.

Outro fator apontado como estratégico para ampliar a presença de turistas é a conectividade aérea. Segundo o Diário do Turismo, a LATAM prevê aumentar de duas para três as frequências semanais entre Guarulhos e Bonito durante a alta temporada 2026/2027. A nova programação começa em 30 de outubro, com voos às quartas, sextas e domingos e previsão de manutenção da oferta adicional até março de 2027. 

Com atrativos reconhecidos nacional e internacionalmente, Mato Grosso do Sul busca, assim, transformar preservação ambiental em diferencial competitivo para o setor turístico. De um lado, Bonito avança na gestão sustentável dos atrativos e na redução dos impactos ambientais e de outro o Pantanal oferece experiências ligadas à contemplação da paisagem e da vida silvestre. A estratégia coloca a conservação da biodiversidade como parte do próprio desenvolvimento turístico do Estado.