Horta em Campo Grande transforma lixo orgânico em 40 toneladas de adubo

Projeto do FAC na Rua Santana recicla resíduos em compostagem natural de 40 dias e abastece hortas sociais e pedagógicas da capital

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Sippakorn Yamkasikorn/Pexels

Uma horta de 1.200 metros quadrados na Rua Santana, em Campo Grande, virou fábrica de adubo orgânico. O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) mantém ali o Projeto Solo Fértil, que transforma resíduos em compostagem e já chega a produzir 40 toneladas de adubo 100% orgânico por ciclo, em um processo de transformação natural que leva cerca de 40 dias.

O espaço funciona dentro da Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA) e cumpre duas funções ao mesmo tempo. De um lado, reduz o volume de resíduos orgânicos que iriam parar em aterros sanitários. De outro, devolve esse material à terra na forma de adubo, usado para fortalecer o solo de plantações de hortaliças, frutas e legumes.

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"O resíduo orgânico utilizado na compostagem atende a duas finalidades. Ele ajuda a reduzir o impacto ambiental, deixando de ser descartado em aterros sanitários, e permite a produção de um adubo agroecológico, que fortalece o solo para uma horta 100% saudável", explica a presidente do FAC, Adir Diniz.

Alimento para quem precisa e para quem aprende

Parte da produção da horta urbana vai direto para ações sociais emergenciais do FAC ligadas à alimentação saudável da população de Campo Grande. O restante do adubo produzido na compostagem abastece outras hortas pedagógicas, cooperativas parceiras e também é distribuído à população interessada em melhorar a qualidade do solo em casa.

A UTA funciona também como espaço de educação ambiental. Visitantes e estudantes aprendem na prática como funciona o processo de compostagem, os fundamentos da agricultura agroecológica e recebem orientação técnica para montar hortas pedagógicas dentro de escolas da capital.

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Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE