Feira da Música do Campão tem rodada de negócios em 20 de novembro

Evento gratuito reúne artistas e produtores em Campo Grande por cinco dias, com oficinas, painéis e encontros para fechar contratos

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Divulgação/FUNDAÇÃO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul promove entre os dias 17 e 21 de novembro a 4ª edição da Feira da Música do Campão, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande. Cinco dias de programação gratuita vão misturar oficinas, palestras, mentorias e shows com um objetivo prático: aproximar quem faz música de quem contrata, produz e distribui música em Mato Grosso do Sul.

O ponto alto da programação é a rodada de negócios marcada para a manhã do dia 20 de novembro, que coloca artistas frente a frente com produtores, empresas e programadores de festivais. A ideia é que esses encontros resultem em agenciamentos, contratações e parcerias que, de outra forma, dependeriam de contato informal ou sorte.

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Um dos criadores do evento, Vitor Maia, diz que a Feira cumpre um papel que vai além de apresentar artistas ao público. "A Feira coloca em pauta uma questão central para a cena independente: como transformar a produção musical em oportunidades concretas de circulação e sustentabilidade da sua carreira", afirma.

Painéis discutem mercado e rota bioceânica

A programação reserva espaço para discutir como a música sul-mato-grossense circula fora do estado. O painel "Da cena ao palco" reúne profissionais de diferentes cidades de Mato Grosso do Sul para falar sobre oportunidades em bares, casas de show e festivais, enquanto o painel "Carreiras em movimento" foca no trabalho do booker, profissional que negocia shows e conecta artistas ao mercado.

No sábado, dia 21 de novembro, o debate ganha contornos internacionais com o painel "Além das fronteiras: a música e os novos mercados da Rota Bioceânica", que trata a produção musical como peça de integração cultural e econômica entre os países ligados pela rota. Para Luciana Adão, coordenadora de Cultura do Instituto Futuros, esse tipo de encontro presencial tem efeito direto na forma como o estado se conecta a outros circuitos. "É a partir dessa troca real que conseguimos ampliar redes e desenhar parcerias voltadas para a inovação e a expansão da música de Mato Grosso do Sul", destaca.

Formação técnica e carta de recomendações

Boa parte da grade é dedicada a oficinas técnicas, com temas como produção musical, direção criativa, groove, humanização MIDI e a profissão de DJ. A programação formativa se encerra com a leitura da Carta de Recomendações da 4ª Feira da Música de Mato Grosso do Sul, documento que reúne propostas dos participantes para orientar políticas públicas voltadas ao setor musical no estado.

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Fontes: FUNDAÇÃO DE CULTURA DE MATO GROSSO DO SUL