FAC transforma roupa doada e sobra de comida em renda em Campo Grande
Oficinas do Fundo de Apoio à Comunidade ensinam moradores a lucrar com reaproveitamento de alimentos e tecidos; veja como funciona
Reprodução/museudodiamante.museus.gov.br (imagem ilustrativa)
Panelas com talos e cascas de legumes de um lado, retalhos de roupa doada do outro: é assim que o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), órgão da Prefeitura de Campo Grande, vem transformando lixo evitável em fonte de renda para famílias da Capital. As oficinas de culinária sustentável e reaproveitamento textil integram um programa permanente da instituição, que usa a proximidade do Dia Nacional da Sustentabilidade, em 25 de setembro, para reforçar o convite à população.
A data foi criada em referência à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável assumidos por governos de todo o mundo. Em Campo Grande, o FAC usa esse compromisso internacional como base de um trabalho que já roda no dia a dia da assistência social emergencial do município, unindo formação de renda, cuidado ambiental e fortalecimento comunitário.
Cozinha e costura como porta de entrada para renda extraNas oficinas de cozinha, o aprendizado gira em torno do reaproveitamento integral dos alimentos — cascas, talos e sobras que normalmente iriam para o lixo se transformam em novas receitas. Já na frente de vestuário, o FAC estimula a doação de roupas usadas e ensina a transformar tecidos descartados em peças de artesanato, o que reduz o volume de resíduos que chegaria aos aterros sanitários da cidade.
Para a presidente do FAC, Adir Diniz, o objetivo é que essas práticas saiam do discurso e ganhem rotina. "A sustentabilidade não pode ser apenas uma palavra repetida várias vezes em diversos locais. Ela precisa se tornar uma ação contínua na sociedade", afirma a presidente. Segundo ela, dominar técnicas simples de cozinha e costura permite que as famílias atendidas gerem renda extra sem recorrer a métodos que agridem o meio ambiente.
Hortas urbanas chegam até a sala de aulaOutra frente do programa é conduzida pela Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), responsável por produzir adubo agroecológico a partir de compostagem e cultivar hortaliças sem uso de agrotóxicos. O espaço também capacita moradores interessados em montar hortas dentro de casa, ampliando o alcance da iniciativa para além dos participantes diretos das oficinas.
A UTA leva ainda o projeto para dentro das escolas municipais, com a implantação de hortas pedagógicas. Os canteiros funcionam como espaço de aprendizado prático para os alunos e servem de apoio para professores de diferentes disciplinas, que passam a usar o cultivo de hortaliças como ferramenta para discutir meio ambiente em sala de aula.
Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE (FAC); CGNOTÍCIAS