Exportações por Corumbá crescem em volume, mas faturamento recua em 2026
Minério de ferro lidera embarques em Mato Grosso do Sul, enquanto queda nos preços internacionais reduz receita das vendas externas
As exportações de produtos registradas pela alfândega de Corumbá apresentaram crescimento de 15,9% em volume entre janeiro e setembro de 2026. No período, foram embarcadas 8,51 milhões de toneladas, contra 7,34 milhões no mesmo intervalo do ano passado. Apesar do avanço na movimentação de cargas, a receita gerada pelas vendas ao exterior caiu 38,5%, passando de US$ 421,35 milhões para US$ 259,26 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do sistema Comex Stat.
O principal fator para a redução no faturamento foi o desempenho do minério de ferro, principal produto exportado pela região. Embora o volume embarcado tenha aumentado de 6,97 milhões para 8,11 milhões de toneladas, a receita caiu 44,3%, saindo de US$ 320 milhões para US$ 178,27 milhões. O minério de manganês também registrou queda expressiva no valor exportado, refletindo oscilações do mercado internacional.
Por outro lado, o ferro-gusa apresentou resultado positivo e ampliou em 7,7% a receita obtida com exportações, alcançando US$ 41,37 milhões. O cenário reforça a importância estratégica de Corumbá para a economia de Mato Grosso do Sul, já que a cidade concentra operações de comércio exterior por meio da hidrovia do Rio Paraguai e da fronteira com a Bolívia.
Entre os principais destinos das exportações sul-mato-grossenses registradas em Corumbá, a Argentina assumiu a liderança no faturamento, com US$ 102,51 milhões em compras, superando o Uruguai. Também figuram entre os maiores mercados a Bolívia, a Áustria e os Estados Unidos, demonstrando a relevância da região para o comércio internacional do Estado.
Fonte: MDIC/Comex Stat.