Em Campo Grande, FAC usa hortas para ensinar consumo consciente

Fundo de Apoio à Comunidade transforma resíduos em adubo em 40 dias e leva educação ambiental a oficinas de reaproveitamento na Capital

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Uma horta mantida pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), em Campo Grande, serve de sala de aula a céu aberto para quem quer entender, na prática, como vai da terra ao prato sem veneno. Na Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), estudantes, agricultores e moradores acompanham cada etapa do cultivo, do preparo do solo até a colheita, enquanto aprendem sobre compostagem e descarte correto de resíduos.

A iniciativa ganha novo fôlego com a aproximação do dia 15 de outubro, quando o calendário nacional marca o Dia do Educador Ambiental e também o Dia do Consumo Consciente, data criada em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente. O FAC não é um órgão ambiental por natureza, mas incorporou o tema ao seu trabalho social e hoje usa hortas, oficinas e palestras para discutir alimentação saudável, reaproveitamento de materiais e preservação ambiental com a população da Capital.

Como o lixo orgânico vira adubo em 40 dias

Na UTA, os restos de alimentos e materiais orgânicos ganham uma segunda vida. Passam por um processo de compostagem que, após cerca de 40 dias de decomposição, transforma o descarte em adubo agroecológico, pronto para nutrir hortaliças, frutas e legumes sem recorrer a agentes químicos.

"A educação voltada para a preocupação com o meio ambiente e o consumo consciente muda a pessoa, e a pessoa pode fazer a diferença para proteger o planeta", afirma Adir Diniz, presidente do FAC. Para ela, o aprendizado que começa na horta se espalha para outras escolhas do dia a dia.

Oficinas de economia circular miram o descarte consciente

Fora do canteiro, o FAC aposta em oficinas de economia criativa, voltadas ao artesanato, e de economia circular, que incentivam o reaproveitamento de roupas e objetos ainda úteis antes de irem parar no lixo. A lógica é simples: menos material descartado significa menos volume chegando aos aterros sanitários de Campo Grande e menor impacto ambiental na ponta final da cadeia.

As atividades dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e seguem um calendário permanente de oficinas, sem data de encerramento prevista pelo fundo municipal.

Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE