O auditório do Poupatempo, no Jardim Água Boa, ficou lotado na manhã desta sexta-feira (9) durante a segunda edição do Coffee Break Outubro Rosa, promovida pela Prefeitura de Dourados. A chuva não afastou o público: mulheres de diferentes idades ocuparam as cadeiras para participar de palestras, testes de glicemia, orientação jurídica e rodas de conversa sobre prevenção ao câncer de mama e enfrentamento à violência doméstica.
O prefeito Marçal Filho acompanhou a programação e defendeu a ampliação do diálogo sobre prevenção dentro da rede municipal de saúde. "Esse é o momento de relembrar aquelas que muitas vezes cuidam de todos, mas esquecem de cuidar de si, para que também façam isso", disse. Ele também comentou a importância do encaminhamento correto quando um atendimento não pode ser resolvido na hora.
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A primeira-dama Patrícia Leite falou sobre o receio que ainda cerca o tema entre mulheres mais velhas e defendeu que o assunto circule entre gerações de uma mesma família. "A prevenção pode salvar vidas. Isso precisa ser conversado entre mães e filhas, tias e avós", afirmou. Ela lembrou que o Hospital de Amor realiza em Dourados exames preventivos gratuitos pelo SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce.
A defensora pública Inês Batisti abordou violência contra a mulher e feminicídio durante o evento, reforçando o papel da Defensoria Pública no acompanhamento de vítimas. A empreendedora Marta Campos também palestrou, dentro do eixo de incentivo ao empreendedorismo feminino que a programação incluiu ao lado das ações de saúde.
O coordenador do Poupatempo, João Marques, destacou que a unidade já realizou mais de 30 mil atendimentos em 2026 e defendeu a permanência do evento no calendário fixo do espaço. "O Coffee Break Outubro Rosa conta com vários parceiros, e o Poupatempo oferece o serviço da assistência da Defensoria Pública em defesa da mulher", disse.
Durante a ação, mães presentes também citaram a oferta de consultas gratuitas com neuropediatra pela rede pública, com encaminhamento, quando necessário, para fonoaudiologia e terapia ocupacional na Policlínica de Atendimento Infantil. A fisioterapeuta Crislaine Claudia Capoano, de 45 anos, fez teste de glicemia no local e resumiu o efeito da iniciativa: "Precisamos estar bem para podermos cuidar do outro", disse.
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Fontes: PREFEITURA DE DOURADOS