O vereador Marcelo Quevedo apresentou requerimento na Câmara Municipal de Douradina pedindo a construção de tanques de piscicultura na aldeia indígena Lagoa Rica, também conhecida como Panambi. O pedido foi lido durante a 28ª Sessão Ordinária do Legislativo municipal e será encaminhado ao Poder Executivo para avaliação técnica e orçamentária.
A proposta busca oferecer à comunidade indígena uma fonte própria de alimento e, eventualmente, de renda, a partir da criação de peixes em cativeiro. Esse tipo de estrutura já é usado em outras aldeias de Mato Grosso do Sul como alternativa de segurança alimentar, já que reduz a dependência de compras externas e aproveita a disponibilidade de água na região.
No documento protocolado na Casa de Leis, Quevedo solicita que a Prefeitura de Douradina avalie a viabilidade de construir tanques destinados à piscicultura dentro da aldeia Lagoa Rica/Panambi, atendendo a uma demanda da própria comunidade indígena do município. A iniciativa municipal ainda depende de estudo técnico sobre terreno, abastecimento de água e formato de gestão dos tanques.
Douradina fica na região do Cone Sul de Mato Grosso do Sul, área que concentra parte significativa da população indígena do estado, com aldeias distribuídas em municípios vizinhos como Dourados e Caarapó. Pedidos de infraestrutura produtiva voltada a essas comunidades costumam tramitar nas câmaras municipais antes de seguir para análise de órgãos como a Funai e as secretarias estaduais de agricultura familiar.
Após a leitura em plenário, o requerimento segue o trâmite normal da Câmara: é enviado formalmente ao gabinete do prefeito, que decide sobre a execução da obra e a origem dos recursos. Não há, até o momento, prazo definido para resposta do Executivo municipal nem valor estimado para a construção dos tanques.
A expectativa da Câmara de Douradina é que a Prefeitura responda ao requerimento nas próximas sessões ordinárias, quando o andamento do pedido costuma ser informado aos vereadores.
Fontes: CÂMARA MUNICIPAL DE DOURADINA