Dólar sobe 1,3% em 1 dia e esfria preço do bezerro em MS

Enquanto a moeda americana avança, o indicador do bezerro recua pelo segundo dia em Mato Grosso do Sul; boi gordo sobe em São Paulo

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Marcus Mesquita/Divulgação Fazer um churrasco está mais caro do que há um ano

O dólar fechou em R$ 5,4935 nesta terça-feira (3), de acordo com a série histórica do Banco Central, alta de 1,3% em relação aos R$ 5,4212 registrados em 30 de outubro. No mesmo dia, o indicador do bezerro calculado pelo Cepea/Esalq para Mato Grosso do Sul marcou R$ 3.571,20 por cabeça, queda de 0,05% ante os R$ 3.572,96 de 30 de outubro.

O recuo é pequeno, mas já soma dois dias seguidos de baixa no preço pago ao produtor sul-mato-grossense pelo animal mais jovem, usado para recria e engorda. O indicador acumula queda de 0,05% no mês até esta terça-feira.

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Do outro lado da cadeia, o boi gordo seguiu em trajetória oposta. O indicador do Cepea/Esalq para o Estado de São Paulo, referência nacional de preço, fechou em R$ 390,00 por arroba em 3 de novembro, alta de 0,03% no dia e no mês, ante os R$ 389,90 de 30 de outubro. O dado é da praça paulista, não reflete diretamente o preço pago em Mato Grosso do Sul, mas serve de termômetro para o mercado nacional da arroba.

O movimento do câmbio pesa na ponta da cadeia que exporta carne. Com o dólar mais caro, frigoríficos que vendem ao exterior tendem a ganhar competitividade, enquanto o produtor de bezerro em Mato Grosso do Sul, maior polo pecuário do país, segue atento à oscilação diária dos dois indicadores.

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Fontes: CEPEA/ESALQ; BANCO CENTRAL