Campo Grande pode perder R$ 21 milhões em 2027 e vereadores questionam critérios de divisão do ICMS

Redução na participação da Capital reacende debate sobre modelo de distribuição dos recursos entre os municípios de Mato Grosso do Sul

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Campo Grande deve receber uma fatia menor dos recursos do ICMS em 2027, segundo os índices provisórios divulgados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS). A participação da Capital na divisão do imposto entre os municípios caiu de 12,11% para 11,65%, redução que pode representar uma perda aproximada de R$ 21 milhões ao longo do próximo ano.

A mudança provocou reação na Câmara Municipal. Vereadores defendem a revisão dos critérios de distribuição e alegam que Campo Grande concentra grande parte dos serviços de saúde, comércio e atendimento regional do Estado. Parlamentares também argumentam que a queda nos repasses ocorre em um momento de pressão sobre o orçamento municipal e pode comprometer investimentos em infraestrutura e serviços públicos. 

De acordo com a Sefaz, os índices são calculados com base na atividade econômica dos municípios, além de fatores como extensão territorial, preservação ambiental, receita própria, educação e número de eleitores. O avanço econômico de cidades como Ribas do Rio Pardo, impulsionado pela instalação da fábrica de celulose da Suzano, contribuiu para a redistribuição das participações e para o crescimento da fatia destinada ao município. 

Apesar da redução, Campo Grande continua com o maior percentual individual na divisão do ICMS entre os 79 municípios sul-mato-grossenses. Os índices divulgados ainda são provisórios e podem ser contestados pelas prefeituras dentro do prazo estabelecido pela legislação estadual antes da definição final dos repasses para 2027.