Campo Grande planta 9,4 mil árvores por ano e distribui 10 mil mudas no Dia da Árvore

Viveiro Municipal Flora do Cerrado completa 16 anos nesta segunda e abastece ruas, calçadas e praças da capital com espécies nativas e frutíferas; veja como funciona o programa

Por

Divulgação

O Viveiro Municipal Flora do Cerrado, em Campo Grande, completa 16 anos nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026 — e a data coincide com o Dia da Árvore, quando a Prefeitura inicia a distribuição de 10 mil mudas de espécies frutíferas à população como parte da Semana da Árvore 2026. O espaço é a base de toda a cadeia que leva uma árvore da semente à calçada: são 5 mil metros quadrados de estufas, irrigação automatizada e equipes de agrônomos, engenheiros florestais e biólogos trabalhando para expandir a floresta urbana da capital sul-mato-grossense.

Em 2025, o viveiro produziu cerca de 40 mil mudas. Dessas, 27.153 foram doadas diretamente à população por meio de distribuições promovidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). Outras 9.429 foram plantadas pela própria Semades em ruas, canteiros e áreas verdes — número que revela a escala do esforço para ampliar a cobertura arbórea da cidade.

Do ipê à acerola: como se escolhe a árvore certa para cada rua de Campo Grande

Nem toda árvore serve para todo espaço. Antes de qualquer plantio, técnicos da Semades avaliam a largura da calçada, o porte da espécie, o comportamento das raízes, a presença de fiação elétrica e outros equipamentos urbanos. Esse processo está sistematizado no Manual de Arborização Urbana de Campo Grande, que estabelece diretrizes para implantação e manutenção e serve como referência para reduzir conflitos entre o crescimento das árvores e a infraestrutura da cidade.

Entre as espécies cultivadas no Flora do Cerrado estão variedades de ipê, jacarandá, pata-de-vaca, pitanga, jabuticaba, acerola e amora, além de outras nativas e frutíferas. A combinação de beleza, funcionalidade e compatibilidade com o ambiente urbano orienta cada escolha — uma decisão que, feita corretamente, reduz a necessidade de podas agressivas e intervenções futuras.

Projeto Via Verde e Arbolink: tecnologia e planejamento na expansão da cobertura arbórea

O Projeto Via Verde é o braço operacional do programa que prioriza regiões com menor cobertura arbórea e áreas que receberam pavimentação recentemente. É por meio dele que boa parte das 9.429 mudas plantadas em 2025 chegou a calçadas, canteiros e áreas verdes da capital.

Para modernizar a gestão de todo esse trabalho, a Semades passou a utilizar o Arbolink, sistema digital que permite mapear, monitorar e planejar a arborização urbana com maior precisão. A ferramenta amplia a capacidade de acompanhar cada árvore plantada — desde o registro da espécie e do local até o histórico de manutenção — e ajuda a orientar decisões sobre onde plantar com maior impacto ambiental e social.

Por que a floresta urbana importa para quem vive em Campo Grande

Campo Grande já enfrentou ondas de calor intenso nos últimos anos, e a arborização das ruas tem papel direto no conforto térmico dos bairros. Além de reduzir a temperatura nas calçadas e nas casas próximas, as árvores contribuem para a qualidade do ar, a drenagem das chuvas, a biodiversidade e a criação de espaços públicos mais agradáveis — fatores que afetam diretamente a qualidade de vida de quem mora na capital.

A distribuição das 10 mil mudas da Semana da Árvore 2026 é uma oportunidade para que moradores participem ativamente desse processo. Quem plantar no próprio terreno ou calçada com orientação técnica contribui para a meta de ampliar a cobertura verde da cidade — e recebe, junto com a muda, as informações necessárias para que a árvore cresça com segurança. Mais informações sobre o Programa de Arborização Urbana estão disponíveis no portal da Prefeitura de Campo Grande.

Fontes: SEMADES; CGNOTICIAS / PREFEITURA DE CAMPO GRANDE