Bonito ganha plano para zerar impacto climático do turismo até 2030
Documento foi lançado na Abav Expo e prevê ações de energia limpa, gestão de resíduos e reflorestamento na cidade já certificada como carbono neutro
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A Prefeitura de Bonito apresentou, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro de 2026, na Abav Expo em São Paulo, o Plano de Ação Climática que vai orientar a política ambiental do destino turístico até 2030. O documento nasce de um inventário de emissões de gases de efeito estufa ligadas à atividade turística da cidade, já realizado e certificado, e organiza metas de mitigação e adaptação para os próximos anos.
A cidade não parte do zero. Bonito já carrega o título de primeiro destino de ecoturismo carbono neutro do mundo, construído a partir de certificações anteriores de emissões. O novo plano formaliza o próximo passo dessa trajetória, puxado pelo movimento Bonito Ecocriativa Smartcity, que junta prefeitura, empresas, universidades e sociedade civil em torno de pautas de sustentabilidade, inovação e economia criativa.
Mato Grosso do Sul tem meta de neutralidade até 2030O plano de Bonito está amarrado a um compromisso maior: Mato Grosso do Sul é signatário da Declaração de Glasgow sobre Ação Climática no Turismo desde 2023 e tem como meta estadual alcançar a neutralidade de carbono também até 2030. A articulação conta com apoio técnico da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), que atua junto a outros municípios e destinos turísticos do estado na construção de estratégias conjuntas de adaptação e mitigação.
Isso coloca Bonito como referência prática dentro de um movimento que o estado assumiu publicamente há três anos. Enquanto a meta estadual ainda é um horizonte a perseguir, o município já tem inventário de emissões concluído e um plano de ação com prazo definido, o que deve servir de modelo para outros polos turísticos sul-mato-grossenses que ainda não avançaram na mesma direção.
O que está previsto para os próximos anosO plano organiza frentes de trabalho que vão da transição energética e eletromobilidade até o fortalecimento da gestão de resíduos sólidos e da economia circular. Outro eixo central é a restauração de ecossistemas e o reflorestamento, voltado à conservação do bioma e da biodiversidade que sustentam o turismo de rios cristalinos e grutas pelas quais Bonito é conhecido.
Há ainda um componente de educação climática, pensado para engajar turistas, empresários do trade, trabalhadores do setor e moradores no cumprimento das metas. A execução depende da mobilização de recursos públicos e investimentos privados, com o poder público municipal dividindo responsabilidades com instituições de pesquisa, universidades e organizações da sociedade civil que vão acompanhar a implementação até 2030.
A expectativa da Fundtur-MS é que o modelo adotado em Bonito sirva de referência para o restante da cadeia turística do estado, à medida que mais destinos avancem no próprio inventário de emissões.
Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE BONITO; FUNDAÇÃO DE TURISMO DE MATO GROSSO DO SUL (FUNDTUR-MS)