Amambai ganha posto de identificação dentro da aldeia indígena

Unidade emite a nova Carteira de Identidade Nacional e evita deslocamento de moradores até a área urbana do município

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Divulgação/SEJUSP-MS

Os moradores da Aldeia Amambai não precisam mais pegar estrada até o centro urbano do município para tirar documento. Nesta quarta-feira (4), o Instituto de Identificação da Polícia Científica, ligado à Sejusp-MS, abriu dentro da própria comunidade um posto para emissão da CIN (Carteira de Identidade Nacional), o novo RG.

A comunidade reúne cerca de 11 mil pessoas, segundo o Instituto, e até então dependia de deslocamento até a sede de Amambai para resolver qualquer pendência com o documento. O cacique Flaviano Franco classificou a chegada do serviço como resposta direta a uma demanda antiga. "É uma conquista da comunidade Guarani Kaiowá aqui de Amambai, pela importância desse serviço, que beneficia em várias questões. Vai no ponto certo da nossa necessidade", disse.

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Sexto posto indígena do estado

Com a unidade de Amambai, Mato Grosso do Sul chega a seis postos de identificação dentro de terras indígenas. Já funcionam equipamentos semelhantes na Reserva Indígena de Dourados, na Aldeia Taunay (Aquidauana), na Aldeia Cachoeirinha (Miranda), na Aldeia Te'ýikue (Caarapó) e na Aldeia Porto Lindo, em Japorã, esta última inaugurada há pouco tempo.

O diretor do Instituto de Identificação, Daniel Ferreira, descreveu a entrega como parte de um trabalho de aproximação com populações que historicamente enfrentam mais barreiras de acesso a serviços públicos. "É o Instituto de Identificação e a Polícia Científica levando acolhimento e inclusão para esse público da aldeia", avaliou.

Interior e assentamentos também entram na lista

A expansão não para nas aldeias. Neste ano, a Sejusp-MS também instalou postos no Assentamento Itamaraty, em Ponta Porã, e no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, movimento que o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, descreve como parte de uma estratégia de descentralização. "O Governo do Estado enxergou nas comunidades as necessidades que elas têm. É o Estado indo aonde o cidadão precisa e onde ele está", afirmou.

A CIN segue sendo pré-requisito para acesso a benefícios sociais, matrícula escolar, abertura de conta bancária e outros serviços que exigem identificação civil, o que torna a proximidade do posto um fator direto de inclusão para quem vive na aldeia.

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Fontes: INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO DA POLÍCIA CIENTÍFICA