Natural ou industrial?: Qual é a alimentação ideal para seu pet

Entenda a diferença entre os tipos de alimentação e escolha a ideal para o seu pet

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A alimentação natural está na vida dos pets muito antes de existir uma ração específica para eles. A ração industrializada só começou a ser produzida em 1860, com a criação do “bolo para cão”, de James Spratt. Apesar desse bolo não parecer com os pedaços crocantes das rações secas que conhecemos hoje, historicamente, essa foi a primeira comida comercial feita para animais de estimação. Com o decorrer do tempo, as indústrias de ração ganharam espaço, evoluíram tecnologicamente e passaram a produzir alimentos específicos para os pets, conforme o porte do animal e com variedade de sabores.

Cada dia mais exigentes, os tutores têm demonstrado maior preocupação com a saúde, com o bem-estar e com a longevidade de seus bichos, e a nutrição tem papel fundamental nesse cenário. Atualmente, as rações comerciais são a forma mais eficiente e prática de alimentar os pets. Elas contam com os principais nutrientes de uma refeição completa, como proteínas, vitaminas, carboidratos, gorduras e minerais. Além disso, não precisam de preparo e são de fácil armazenamento e transporte, inclusive podendo ser levadas em viagens.

Por outro lado, fala-se muito em alimentação natural para cães e gatos, movimento que tem ganhado força nas redes sociais e propõe uma dieta balanceada, composta por ingredientes naturais e minimamente processados, como carnes, legumes, verduras e cereais, que são preparados de forma caseira para suprir todas as necessidades do pet.

De acordo com a veterinária Rafaela Toledo, o assunto, além de requerer aprofundamento, precisa se adequar ao perfil do tutor. Segundo a profissional, a preparação e o armazenamento dos alimentos manipulados em casa é muito delicada, exigindo dedicação, estudo e tempo. Para Rafaela, é importante que os donos dos pets, antes de iniciar o processo de alimentação natural, consultem um médico veterinário e um nutricionista para traçar um plano alimentar específico para cada animal.

“A alimentação natural traz uma maior palatabilidade ao pet, pois possibilita oferecer diferentes tipos de comida, o que não acontece com a ração comercial, que se limita a um ou dois sabores, no máximo”, destaca a veterinária, que reconhece as vantagens de apresentar novos sabores aos bichos, mas reforça a necessidade de consultar um especialista antes de introduzir alimentos naturais na rotina dos pets (confira no box alguns alimentos proibidos e permitidos).

“Para evitar danos à saúde, é importante que os animais tenham uma alimentação balanceada, com todos nutrientes de que necessitam. É preciso, ainda, ter um maior cuidado com a saúde bucal do pet. Tenho pacientes que já fazem o uso da alimentação natural e se dão muito bem com isso. Boa parte deles passaram a consumir produtos naturais em razão de problemas de saúde que já possuem, a maioria em razão de doenças inflamatórias intestinais ou alergia à componentes das rações”, conta Rafaela.

Para a profissional, não existe alimentação melhor ou pior, e sim a mais adequada à realidade de cada lar. “Ambos os tipos de alimentação possuem benefícios para saúde e qualidade de vida do pet. A escolha certa para cada animalzinho deve considerar a realidade de tempo e cuidados de cada tutor”, finaliza.

Alimentos permitidos:

- Proteínas (carnes em geral);

- Carboidratos e fibras;

- Gorduras.

Alimentos proibidos:

- Nozes e castanhas;

- Chocolate e leite;

- Uva e abacate.

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