Dezembro vermelho: Conscientização e prevenção de HIV

Governo lança campanha com foco na faixa etária de 15 a 49 anos

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Por redação

Na quinta-feira, 1º de dezembro, é lembrado o Dia Mundial de Combate à Aids celebrado anualmente no Brasil desde 1988. A data marca o início de programação da Campanha de Prevenção ao HIV/Aids organizada pelo Serviço de IST/AIDS Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), tendo como foco a importância da prevenção e do diagnóstico do HIV. A temática deste ano é “Vencendo o Preconceito I=I”.

O intuito da campanha é sensibilizar a população sexualmente ativa, sobretudo a população jovem na faixa etária entre 15 e 49 anos para uso do preservativo, sendo esse o principal método e o mais eficaz para prevenir o aumento de novas infecções, além de ações de testagem, pré e pós aconselhamento e distribuição de material informativo. Além disso, pretende-se divulgar a resolução nº 614 de 07 de julho de 2021 que trata do compartilhamento do cuidado da pessoa vivendo com HIV (PVHIV) na Atenção Primária à Saúde (APS).

A estimativa é alcançar um público de 3 mil pessoas durante o mês de dezembro, a partir de um cronograma de atividades como a realização de testes rápidos de HIV/AIDS, distribuição de materiais informativos e insumos para a população em geral com continuidade das atividades de testagem rápidas nas unidades básicas e de saúde da família mesmo após o término da campanha.

A estimativa de 2021 do Ministério da Saúde mostra que 960 mil pessoas estão vivendo com HIV no Brasil. No mesmo ano, foram detectados 40,8 mil casos de HIV e 35,2 mil casos de Aids. Cerca de 727 mil estão em tratamento.

De acordo com dados da secretaria de saúde, há maior concentração dos casos de Aids em pessoas com idade entre 25 e 39 anos: 51,7% dos casos do sexo masculino e 47,4% dos casos do sexo feminino pertencem a essa faixa etária.

Programação

A abertura da campanha Dezembro Vermelho aconteceu na quarta-feira (30) na UBS Caiçara com roda de conversa com profissionais de saúde e população do território. Nesta quinta-feira (01), ocorre a divulgação sobre a PrEP na UBS 26 de Agosto.

A programação segue com ações extramuro a serem realizadas nos dias 03, 04, 10, 11 e 17 no Centro Comercial Popular (Camelódromo), região central de Campo Grande, com a oferta de testes rápidos de HIV, HCV, HBV e Sífilis.

Nos dias 06 e 07 de dezembro, Campo Grande irá sediar o 1º Seminário de Integração da Rede do Cuidado da PVHA em Mato Grosso do Sul no auditório do LAC, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento deve contar com a participação de profissionais dos diversos setores da Sesau e de instituições parceiras.

Casos

No município, há o registro de pelo menos 5.852 pessoas convivendo com HIV/Aids, sendo que, deste total, 280 tiveram diagnóstico de HIV em 2020, e 108 com Aids, que é quando o não tratamento da pessoa evolui para o adoecimento dela. No ano seguinte foram 309 diagnósticos de HIV e 159 de Aids, já neste ano, até o dia 23 de novembro, 198 pessoas receberam o diagnóstico de HIV e 110 de Aids. Os diagnósticos de Aids não estão diretamente relacionados com os de HIV, uma vez que a pessoa pode já ter conhecimento de que convive com o vírus, mas não está adoecida e não faz o tratamento e, tempos depois, descobre que possui a síndrome também.

Outro dado preocupante é o número de abandonos de tratamento, que é quando a pessoa fica mais de 100 dias sem retirar a medicação. No ano de 2021 eram 663 pessoas que deixaram de fazer o tratamento, neste ano são 722 até o momento. Reforçamos aqui, também, que não são casos novos e, muito menos, a diferença entre os dados dos dois anos resulta no número de novos abandonos, uma vez que o paciente que deixou o tratamento pode retornar a qualquer momento, sendo excluído da lista, assim.

Em Campo Grande qualquer unidade básica pode realizar atendimento da Pessoa Vivendo com HIV/Aids (PVHA) desde que apresente os seguintes critérios: Diagnóstico novo de HIV; Contagem de linfócitos T CD4 + ACIMA de 350 cel/mm³; Ausência de comorbidades associadas à imunodeficiência.

Para o cuidado das pessoas com Aids Avançada, estes devem ser acompanhados nos Serviços de Especialidade (CEDIP-Nova Bahia, HUMAP-Hospital Dia Esterina Corsini e Centro de Testagem e Aconselhamento).


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